Recentemente, Filipe Martins, ex-assessor de Jair Bolsonaro, afirmou que Mauro Cid, um dos principais delatores em uma suposta trama golpista, está mentindo ao envolvê-lo em um plano para manter Bolsonaro no poder. Martins foi interrogado pelo Supremo Tribunal Federal como réu no chamado núcleo 2 dessa trama, acusado de crimes como organização criminosa armada e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito.
De acordo com o depoimento de Cid, Bolsonaro teria lido e revisado um documento que previa medidas para anular o resultado das eleições de 2022, incluindo a decretação de novas eleições e a prisão de autoridades do Judiciário. No entanto, Bolsonaro nunca assinou o documento. Cid também confirmou que o documento foi “enxugado” por Bolsonaro, que retirou algumas das autoridades das prisões, deixando apenas o ministro Alexandre de Moraes como alvo.
Martins negou ter participado de reuniões onde uma minuta de decreto golpista foi discutida, afirmando que somente ficou sabendo do documento através da imprensa. Ele também questionou a credibilidade da delação de Cid, citando pareceres da Polícia Federal e da Procuradoria-Geral da República que colocam em dúvida a sinceridade das acusações.
Além disso, Martins afirmou se considerar um preso político, apontando restrições injustificadas em seu direito de ir e vir e de expressão. Ele está em prisão preventiva desde fevereiro de 2024, com alegações de risco de fuga. A defesa de Martins argumenta que há informações contraditórias da Polícia Federal que justificam sua prisão.
Essas acusações fazem parte de uma investigação mais ampla sobre supostas tentativas de golpe no Brasil, envolvendo figuras próximas ao ex-presidente Bolsonaro. A situação segue em evolução, com novos depoimentos e testemunhas sendo ouvidas.












