Putin propõe a Trump fim da guerra por Donetsk e Lugansk

Putin propõe a Trump fim da guerra por Donetsk e Lugansk

O presidente russo Vladimir Putin apresentou uma proposta ao ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, oferecendo o término da guerra na Ucrânia em troca da anexação dos territórios de Donetsk e Lugansk, no leste ucraniano. Essa oferta, considerada a primeira medida concreta divulgada após o encontro entre Putin e Trump, prevê que a Rússia abriria mão de todas as outras áreas ucranianas que atualmente ocupa, correspondendo a cerca de 20% do território do país, desde que Kiev aceite a perda desses dois distritos do Donbass, região marcada por forte presença separatista pró-Rússia.

Donetsk e Lugansk são regiões estratégicas e simbólicas, pois antes da escalada do conflito em 2022, Putin já reivindicava esses territórios, alegando vínculos históricos e culturais com a Rússia. Apenas dias antes do início da invasão em larga escala, o líder russo reconheceu oficialmente a independência dessas áreas, o que intensificou as tensões. A proposta feita por Putin a Trump sinaliza uma tentativa de formalizar essa situação em troca de cessar as hostilidades.

Donald Trump, por sua vez, recomendou que o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, aceite a negociação, afirmando que a Ucrânia deveria “fazer um acordo”, reconhecendo a Rússia como uma grande potência. No entanto, Zelensky tem se mantido firme na posição de não ceder nenhum território à Rússia, ressaltando a integridade territorial da Ucrânia como não negociável. Até o momento, o governo ucraniano não confirmou ter recebido oficialmente a proposta russa.

Putin descreveu o encontro com Trump como “sincero e substancial” e expressou desejo de resolver o conflito pacificamente, respeitando a posição dos Estados Unidos. Apesar disso, não houve acordo de cessar-fogo formal durante a reunião, e Trump afirmou que está focado em buscar um acordo de paz, minimizando a necessidade de um cessar-fogo imediato.

Além da questão territorial, o conflito envolve outras disputas complexas, como a anexação da Crimeia por parte da Rússia em 2014, que permanece um ponto crítico sem reconhecimento internacional, e as sanções econômicas impostas à Rússia por diversos países. A União Europeia mantém a posição de não flexibilizar as sanções enquanto não houver um acordo que respeite a soberania ucraniana, enquanto os Estados Unidos alertam para a necessidade de mais pressão sobre Moscou caso não haja compromissos concretos para a paz.

Essa negociação reflete os desafios geopolíticos sigilosos entre grandes potências e destaca o dilema da Ucrânia, que enfrenta uma pressão enorme para ceder territórios sob ameaça contínua, enquanto busca apoio global para preservar sua integridade e enfrentar uma agressão prolongada. O desenrolar desse contexto será decisivo para o futuro da região e para as relações internacionais nos próximos meses.

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