O vereador Marcus Fernandes fez duras críticas à Copasa durante pronunciamento na Câmara Municipal, ao denunciar a falta de abastecimento de água em diversos bairros de Timóteo, especialmente Alto Primavera, Cachoeira do Vale, Macuco e Ana Rita.
Segundo o parlamentar, dezenas de moradores entraram em contato relatando dias e em alguns casos mais de uma semana sem receber uma gota d’água nas torneiras.
“Podem existir justificativas técnicas, operacionais ou climáticas, mas a responsabilidade é da Copasa. Isso precisa ficar claro: é da Copasa”, afirmou.
Marcus destacou que ficar um dia sem água, em situações pontuais, até poderia ser compreensível. No entanto, a repetição do problema e a longa duração tornam o cenário inaceitável.
“Estamos falando de dignidade humana. Água é direito à vida. Isso não é normal, não é aceitável”, disse.
O vereador relatou casos concretos que presenciou nos bairros afetados. No Esplanada, por exemplo, viu um pai de família levando garrafas de água mineral para casa para garantir que os filhos e a esposa pudessem beber.
“Eles pagam a conta em dia. Pagam água e pagam vento. Porque água não chega, mas a cobrança continua igual”, criticou.
Além da falta de abastecimento, Marcus Fernandes também denunciou a falta de informações por parte da concessionária. Segundo ele, mesmo após tentar contato com servidores e chefias da empresa, não obteve respostas claras.
“Como se não bastasse a falta de água, há também a falta de respeito com a informação. Quando ela vem, é desencontrada”, afirmou.
O parlamentar citou ainda situação grave registrada no bairro Ana Rita, onde moradores informaram que uma senhora idosa, acamada, permanecia sem água em casa.
“Isso é desumano”, classificou.
Ele reconheceu a atuação da Prefeitura, que enviou caminhões-pipa para atender emergencialmente a população, mas criticou tentativas de transferir a responsabilidade do problema para a atual gestão municipal.
“Quando o contrato da Copasa foi renovado por mais 30 anos em Timóteo, quem presidia esta Casa era da gestão passada. O problema é antigo”, lembrou.
Ao final do discurso, Marcus Fernandes sugeriu formalmente que a Câmara convoque a Copasa para prestar esclarecimentos.
“Que apresente um plano concreto de solução. Que explique o que está acontecendo e, principalmente, o que será feito para que isso não vire rotina. A população quer respeito, previsibilidade e dignidade.”



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