Negociação herdada do governo anterior previa apenas R$ 65 bilhões. Com revisão determinada pelo presidente Lula e mobilização do deputado Celinho junto à Casa Civil, valor da reparação pelos danos causados pelas mineradoras foi ampliado.
O acordo de repactuação com as mineradoras responsáveis pelo desastre ambiental na Bacia do Rio Doce ganhou novo patamar no governo federal. O valor destinado à reparação dos danos passou de R$ 65 bilhões, negociados durante a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro, para R$ 170 bilhões no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A revisão do acordo ocorreu após pressão de parlamentares e autoridades mineiras, entre eles o deputado estadual Celinho do Sinttrocel, que participou de articulações em Brasília para impedir a conclusão do acordo anterior, considerado insuficiente para reparar os impactos ambientais e sociais provocados pelo rompimento da barragem.
Logo no início do atual governo, Celinho esteve na capital federal ao lado de parlamentares do Bloco Democracia e Luta para pedir a revisão das negociações. Em reunião com o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, o grupo solicitou que as mineradoras assumissem um compromisso financeiro maior diante da dimensão da tragédia.
Segundo o deputado, o governo federal decidiu reavaliar os termos da negociação antes de qualquer assinatura.
“O ministro Padilha nos garantiu que o presidente Lula determinou colocar uma ‘lupa’ nessa negociação. O Governo assumiu a responsabilidade e não aceitou o acordo rebaixado de R$ 65 bilhões da gestão anterior. Hoje temos R$ 170 bilhões que serão pagos pelas empresas que encheram nosso rio de lama”, afirmou Celinho.
Destinação dos recursos
O montante de R$ 170 bilhões será destinado à reparação dos danos provocados pelo desastre na bacia do Rio Doce, que atingiu municípios de Minas Gerais e Espírito Santo.
De acordo com Celinho, Minas Gerais deve receber a maior parte dos recursos, em razão da extensão dos impactos ambientais, sociais e econômicos registrados no estado.
A expectativa agora é que os investimentos sejam direcionados principalmente para áreas como saúde, infraestrutura, recuperação ambiental e retomada de políticas públicas nas cidades atingidas pela tragédia.
Segundo o parlamentar, o próximo passo será acompanhar a execução dos recursos para garantir que os investimentos cheguem de forma efetiva à população que ainda sofre com as consequências do desastre.



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