A Polícia Federal realizou, na manhã desta quarta-feira (15), a prisão dos funkeiros Ryan SP e Poze do Rodo durante uma ação que investiga um esquema de lavagem de dinheiro. A ofensiva, batizada de “Operação Narcofluxo”, acontece simultaneamente em vários estados do país.

Segundo informações apuradas, Poze foi detido em sua residência, localizada no bairro Recreio dos Bandeirantes, na zona Sudoeste do Rio de Janeiro. A defesa do artista informou que ainda não teve acesso ao conteúdo do mandado de prisão e declarou que irá se posicionar oficialmente assim que obtiver mais detalhes.
Em nota, os advogados afirmaram que, após análise dos autos, irão buscar a Justiça para garantir a liberdade do cantor e prestar os esclarecimentos necessários.
Já a defesa de Ryan SP declarou que o processo corre sob sigilo e que, até o momento, não teve acesso às informações da investigação, o que impede uma manifestação mais detalhada sobre o caso.
Confira trecho da nota da defesa de Ryan SP:
“A defesa técnica de MC Ryan informa, de forma respeitosa, que até o presente momento não teve acesso ao procedimento que tramita sob sigilo, razão pela qual está impossibilitada de apresentar manifestação específica sobre os fatos.
Destaca-se, no entanto, a integridade do artista e a regularidade de suas movimentações financeiras, todas com origem comprovada e submetidas ao devido recolhimento de tributos.
A defesa confia que, no decorrer das investigações, a verdade será esclarecida.”
Entenda a operação
De acordo com a Polícia Federal, a “Operação Narcofluxo” tem como objetivo desarticular uma organização criminosa especializada na movimentação ilegal de recursos, inclusive com uso de criptomoedas, tanto no Brasil quanto no exterior.
As investigações apontam que o grupo utilizava mecanismos para ocultar a origem dos valores, incluindo operações financeiras de grande porte, transporte de dinheiro em espécie e transações com ativos digitais. O montante movimentado pode ultrapassar R$ 1,6 bilhão.
Ao todo, estão sendo cumpridos 45 mandados de busca e apreensão e 39 mandados de prisão temporária em diversos estados, como São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Espírito Santo, Maranhão, Santa Catarina, Paraná, Goiás, além do Distrito Federal.
Também foram determinadas medidas como bloqueio de bens, restrições societárias e sequestro de ativos, com o objetivo de interromper as atividades ilegais e garantir eventual ressarcimento.
Durante a operação, além das prisões, foram apreendidos veículos, quantias em dinheiro, documentos e equipamentos eletrônicos.


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