Os servidores públicos da Prefeitura de Timóteo decidiram manter a greve iniciada nesta quarta-feira (22) após rejeitarem a proposta de reajuste apresentada pelo Executivo municipal. A decisão foi tomada durante assembleia em frente à sede da Prefeitura.
A deliberação ocorreu após reunião entre representantes do Sindicato dos Servidores Públicos (SINSEP) e a administração municipal, realizada ao longo do início da tarde. Seguindo o rito sindical, os detalhes da proposta foram divulgados diretamente à categoria por meio de carro de som antes de qualquer posicionamento oficial.

Mesmo com a rejeição, a Prefeitura informou que segue aberta ao diálogo e reafirmou o compromisso com a valorização dos servidores, destacando, no entanto, a necessidade de manter o equilíbrio fiscal do município.
Entre os principais pontos apresentados pela administração estão o reajuste salarial de 4,26%, sendo 3,81% referente à recomposição inflacionária e 0,45% de ganho real, com efeitos retroativos a março de 2026. Também foi proposta a atualização da primeira faixa salarial, garantindo piso não inferior ao salário mínimo nacional, além de reajuste no vale-alimentação, que passaria a variar entre R$ 525 e R$ 550.
A proposta inclui ainda a implementação do piso nacional da educação com reajuste de 5,4%, progressões e promoções com cronograma até 2027, e a criação de comissões para discutir o plano de carreira dos servidores e do magistério.
Segundo a Prefeitura, o impacto financeiro das medidas seria de mais de R$ 20,7 milhões ao ano, equivalente a 4,59% da Receita Corrente Líquida prevista para 2026.
Apesar disso, os servidores consideraram a proposta insuficiente e optaram por manter a paralisação. A categoria reivindica melhores condições salariais e avanços mais expressivos na valorização profissional.
A administração municipal reconheceu o direito de greve e reforçou que continuará buscando uma solução negociada dentro dos limites legais e financeiros do município.











