A estreia do Ipatinga no Campeonato Mineiro Módulo II foi marcada por um episódio lamentável neste domingo (31), em Contagem. Com apenas sete jogadores em campo devido a punições e problemas no elenco, o Tigre sofreu quatro gols do Coimbra ainda no primeiro tempo. Após a lesão de um dos atletas, a equipe ficou sem o número mínimo de jogadores exigido para continuar a partida, que foi encerrada antes do intervalo. O resultado foi confirmado em 4 a 0 para o Coimbra, expondo mais uma vez a grave crise vivida pelo tradicional clube do Vale do Aço.
A situação chamou a atenção de todo o futebol mineiro e escancarou a grave crise enfrentada pelo clube. Impedido pela FIFA de registrar novos atletas devido a pendências e punições, o Ipatinga contou apenas com dois jogadores profissionais e cinco atletas do Sub-20 da Usipa para disputar a partida.
O Coimbra aproveitou a fragilidade do adversário e construiu a goleada rapidamente. Yuri Santana abriu o placar antes do primeiro minuto de jogo. Serginho ampliou aos três minutos, Ranisson marcou o terceiro aos sete e Guthierres fechou a conta aos 12 minutos.
A situação ficou ainda mais dramática aos 38 minutos do primeiro tempo, quando o jogador Sorin se lesionou. Sem atletas disponíveis para substituição, o Ipatinga ficaria com apenas seis jogadores em campo, número inferior ao mínimo permitido pelas regras do futebol. Após cerca de 30 minutos de paralisação, foi confirmada a impossibilidade de retorno do atleta, e a partida foi encerrada antes mesmo do intervalo.
Além da goleada, o clube ainda corre o risco de sofrer novas punições junto ao Tribunal de Justiça Desportiva da Federação Mineira de Futebol.
A crise do Ipatinga não é novidade. O clube já iniciou a competição com seis pontos negativos devido ao transfer ban imposto pela FIFA e segue enfrentando dificuldades financeiras e administrativas. Dois atletas profissionais do elenco, João Tavares e Igor França, se recusaram a entrar em campo. Tavares, inclusive, cobra na Justiça valores que ainda não foram pagos pelo clube.
O cenário é preocupante e exige mobilização urgente. O Ipatinga é um patrimônio esportivo do Vale do Aço, responsável por momentos históricos para a região e pelo desenvolvimento de diversos atletas ao longo dos anos. Enquanto isso, continuam surgindo promessas de investidores e possíveis parceiros que, até o momento, não apresentaram soluções concretas para ajudar o clube a superar a crise.
A situação vivida neste domingo vai muito além de uma derrota dentro de campo. Trata-se de um alerta para toda a comunidade esportiva regional. Ver um dos principais clubes do interior de Minas Gerais iniciar uma competição profissional com apenas sete jogadores é algo lamentável e que prejudica não apenas o Ipatinga, mas a imagem de todo o futebol do Vale do Aço.
Mais do que promessas, o Ipatinga precisa de ações concretas. O momento exige união, responsabilidade e compromisso de todos que afirmam querer contribuir com o futuro do clube. O Tigre precisa ser salvo antes que uma das instituições mais tradicionais do futebol mineiro afunde ainda mais em sua pior crise.










