Migração das parabólicas e chegada do 5G impulsionam infraestrutura para cidades inteligentes

Expansao do 5G e faixa de 3,5 GHz impulsionam cidades inteligentes no Brasil soaquinoticias
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Liberação da faixa de 3,5 GHz amplia conectividade e cria condições para avanço da computação de borda no Brasil

A expansão do 5G no Brasil vem provocando mudanças que vão além do aumento da velocidade de conexão dos celulares. A liberação da faixa de 3,5 GHz, necessária para o avanço da tecnologia, também contribuiu para a modernização da infraestrutura de telecomunicações e abriu espaço para novas aplicações relacionadas às chamadas cidades inteligentes.

Um dos movimentos importantes nesse processo foi a migração das parabólicas tradicionais para a banda Ku. A mudança, realizada por meio de iniciativas como o Siga Antenado, permitiu liberar a faixa de frequência utilizada pelas antigas parabólicas para a implantação do 5G.

Além de possibilitar a expansão da nova tecnologia móvel, o processo levou equipamentos digitais a milhões de famílias que utilizavam sistemas antigos de recepção de televisão, contribuindo para a atualização da infraestrutura de comunicação em diferentes regiões do país.

5G cria novas possibilidades

Com a expansão da cobertura, o 5G passa a oferecer condições para conectar uma quantidade maior de dispositivos simultaneamente e transmitir dados com menor latência.

Essa estrutura é importante para aplicações que dependem de respostas rápidas, como sensores urbanos, câmeras de monitoramento, sistemas de trânsito e equipamentos utilizados na gestão de serviços públicos.

Em uma cidade inteligente, por exemplo, sensores podem coletar informações sobre trânsito, iluminação, qualidade do ar ou consumo de energia. Esses dados podem ser analisados rapidamente para auxiliar na tomada de decisões e melhorar a eficiência dos serviços.

Computação de borda aproxima processamento dos usuários

O avanço do 5G também favorece a expansão da chamada computação de borda, ou edge computing. Nesse modelo, parte do processamento dos dados é realizada mais próxima do local onde as informações são produzidas, em vez de depender exclusivamente de grandes data centers centralizados.

A estratégia pode reduzir a latência e diminuir o volume de informações que precisa percorrer longas distâncias pela rede. Na prática, isso significa respostas mais rápidas para aplicações que exigem processamento praticamente em tempo real.

Para cidades inteligentes, a tecnologia pode ser utilizada em sistemas de mobilidade, segurança, monitoramento ambiental e automação de serviços.

Infraestrutura distribuída

O crescimento da computação de borda pode estimular a instalação de mini data centers e nós de processamento distribuídos em diferentes regiões. Essa infraestrutura permite que dados sejam armazenados e processados mais perto dos usuários e dos equipamentos conectados.

A descentralização também pode beneficiar provedores regionais e municípios interessados em desenvolver soluções próprias de tecnologia, reduzindo a dependência de estruturas concentradas em grandes centros.

Um novo cenário para as cidades

A combinação entre 5G, sensores conectados e computação de borda cria uma base tecnológica para ampliar a automação e a eficiência de serviços urbanos.

Na prática, uma cidade equipada com essa infraestrutura pode utilizar dados em tempo real para ajustar semáforos, identificar problemas na iluminação pública, acompanhar condições ambientais ou otimizar sistemas de transporte.

O processo de migração das parabólicas, portanto, representa uma etapa que vai além da substituição de equipamentos de televisão. Ao contribuir para a liberação da faixa de 3,5 GHz, a iniciativa ajudou a criar condições para a expansão do 5G e para um ecossistema tecnológico que pode transformar a forma como dados são coletados, processados e utilizados nas cidades brasileiras.

O avanço, no entanto, depende também de investimentos contínuos em infraestrutura, conectividade e qualificação. Com a expansão dessas redes, a expectativa é que soluções baseadas em processamento distribuído e comunicação de baixa latência ganhem espaço em diferentes setores da economia e da administração pública.

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