Alerta em Minas Gerais: surto de sarna chega a 253 casos notificados em Lagoa Santa

Lagoa Santa registra surto de escabiose com mais de duzentos casos soaquinoticias
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Casos de escabiose foram identificados inicialmente em uma escola municipal; Prefeitura adotou medidas de prevenç ão, higienização e acompanhamento dos pacientes.

O município de Lagoa Santa, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, enfrenta um surto de escabiose, conhecida popularmente como sarna humana. Em balanço divulgado em 8 de outubro de 2026, a Prefeitura informou 253 casos notificados da doença, que provocou preocupação entre famílias, estudantes e profissionais da educação.

Os primeiros registros que deram origem à investigação foram identificados na Escola Municipal Mércia Margarida Lacerda Machado, localizada no bairro Moradas da Lapinha. O primeiro caso oficial foi registrado em 18 de setembro e confirmado em 21 de setembro, segundo informações divulgadas pelas autoridades municipais.

Casos se espalharam pela comunidade escolar

No fim de setembro, as notícias sobre o surto apontavam 21 casos relacionados à escola, envolvendo estudantes e uma professora. Nos dias seguintes, os números aumentaram. Em balanços divulgados no início de outubro, foram registrados diferentes totais de notificações, incluindo 191 e 241 casos.

Em 8 de outubro, o número chegou a 253 notificações no município. Os dados correspondem a momentos distintos do acompanhamento epidemiológico e não significam, necessariamente, que todos os casos tenham sido confirmados por exames.

Segundo as informações divulgadas pela Prefeitura, os registros estavam concentrados principalmente na rede municipal de ensino. Também foi informado um caso confirmado na rede particular.

Origem do surto ainda não foi esclarecida

Até o momento, não há confirmação pública sobre quem transmitiu a doença inicialmente ou onde ocorreu o primeiro contágio. A identificação dos primeiros casos na escola não significa, necessariamente, que a transmissão tenha começado naquele ambiente.

A escabiose é provocada pelo ácaro Sarcoptes scabiei, que penetra na camada superficial da pele. A transmissão ocorre principalmente pelo contato direto e prolongado com uma pessoa infectada. O compartilhamento de roupas, toalhas e roupas de cama também pode contribuir, especialmente em situações específicas, como nos casos de sarna crostosa.

A doença não é causada simplesmente pela falta de higiene. O contágio também não acontece pelo ar, pela tosse ou pelo espirro.

Aulas foram suspensas e medidas de controle foram adotadas

Diante do aumento dos registros, a Prefeitura anunciou medidas envolvendo as áreas de Saúde e Educação.

Inicialmente, houve suspensão temporária das atividades presenciais na escola afetada nos dias 1º e 2 de outubro, período destinado a ações de higienização e controle. Entre as medidas divulgadas estavam a limpeza dos ambientes, a dedetização e a sanitização da caixa-d’água.

Posteriormente, foi anunciada a suspensão das aulas presenciais da rede pública municipal nos dias 8 e 9 de outubro, juntamente com o recesso escolar previsto.

As equipes de saúde também passaram a orientar as famílias, avaliar pessoas com sintomas e acompanhar os registros da doença. O monitoramento epidemiológico é importante para identificar novos casos e reduzir a transmissão.

Quais são os sintomas da sarna humana?

Os principais sintomas são coceira intensa, que costuma piorar durante a noite, pequenas bolinhas avermelhadas e lesões na pele. As regiões mais afetadas incluem os espaços entre os dedos, os punhos, as axilas, a cintura e a região íntima.

Após o primeiro contágio, os sintomas podem demorar algumas semanas para aparecer. Por isso, uma pessoa infectada pode transmitir a doença antes de perceber que está com sarna.

Como prevenir novos casos?

As autoridades de saúde recomendam que pessoas com suspeita da doença procurem uma unidade de saúde para avaliação e tratamento adequado.

Quando o diagnóstico é confirmado, familiares e contatos próximos podem precisar receber tratamento simultaneamente, conforme orientação profissional. Essa medida ajuda a evitar que a doença volte a circular entre as pessoas que convivem no mesmo ambiente.

Também é recomendado lavar roupas, toalhas e roupas de cama utilizadas recentemente, seguindo as orientações da equipe de saúde. Peças que não possam ser lavadas podem ser isoladas em sacos plásticos fechados pelo período recomendado. O compartilhamento desses itens deve ser evitado.

O uso de medicamentos por conta própria e a aplicação de inseticidas domésticos sobre a pele não são recomendados.

Prefeitura mantém acompanhamento dos casos

O aumento das notificações em Lagoa Santa reforça a importância da vigilância epidemiológica, da orientação às famílias e do diagnóstico precoce. A identificação da origem exata do surto permanece uma questão distinta do controle da transmissão: mesmo sem saber quem iniciou o contágio, é possível reduzir novos casos com tratamento adequado e acompanhamento dos contatos.

As informações e atualizações oficiais podem ser consultadas no portal da Prefeitura de Lagoa Santa, na área de Saúde.

Fonte: informações divulgadas pela Prefeitura de Lagoa Santa e por notícias publicadas entre o fim de setembro e 8 de outubro de 2026.

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