Agricultura Familiar no Brasil cresce com renda maior e mais empregos em 2025

Agricultura Familiar no Brasil cresce com renda maior e mais empregos em 2025
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Agricultura Familiar no Brasil: Avanços e Desafios

O Anuário Estatístico da Agricultura Familiar, lançado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares (Contag) em parceria com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), traz um perfil atualizado da situação econômica e social dos trabalhadores rurais no Brasil. Um dos destaques é o aumento do rendimento médio mensal dos trabalhadores na agropecuária, que no primeiro trimestre de 2025 alcançou R$ 2.133, representando um crescimento de 5,5% em relação ao mesmo período de 2024. Este aumento reflete um salário que passou de R$ 2.022 para R$ 2.133, indicando uma melhoria nas condições financeiras dos trabalhadores do setor.

A variação regional é significativa, com o Norte apresentando um incremento de 21%, seguido pelo Sul com 9,7%, e o Nordeste com 7,5%. Já o Sudeste teve um aumento modesto de 1,7%, enquanto o Centro-Oeste registrou uma perda de renda de 7,9%. Apesar disso, o Centro-Oeste mantém o maior valor médio de salário, com R$ 3.492, superando os valores das outras regiões como o Nordeste (R$ 1.081) e o Norte (R$ 1.997), além de ser ligeiramente superior ao Sudeste e ao Sul, ambos com R$ 3.147.

Outro ponto positivo é a redução do desemprego entre as mulheres do campo, que pela terceira vez consecutiva alcançou um nível historicamente baixo, atingindo 7,6% em 2024, o menor índice desde 2015. A melhoria na oferta de empregos entre as mulheres rurais é atribuída tanto à aceleração da atividade econômica quanto à qualificação da força de trabalho feminina. Entre 2012 e 2024, houve um aumento significativo no nível de instrução dessas mulheres, com um triplicar do percentual de mulheres com Ensino Superior (de 2% para 6%) e um aumento de 14% para 25% naquelas que concluíram o Ensino Médio. Além disso, houve uma redução na parcela sem instrução ou com menos de um ano de estudo, que caiu de 14% para 10%, enquanto a fatia com Ensino Fundamental incompleto diminuiu de 50% para 38%.

Esses avanços são resultado de políticas públicas que têm apoiado a agricultura familiar, como o Plano Safra 2025/2026, que inclui medidas como juros negativos para a produção de alimentos e linhas de crédito para projetos de irrigação sustentável e quintais produtivos para mulheres rurais. O Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) também teve um impacto significativo, com o maior número de beneficiados desde 2016. Tais programas contribuem para melhorar as condições de vida e trabalho dos agricultores familiares, promovendo o desenvolvimento rural sustentável no Brasil.

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