Neste domingo, apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro realizaram um ato na Avenida Paulista, em São Paulo, que reuniu entre 37 mil e 57 mil pessoas, segundo diferentes levantamentos. A metodologia utilizada para a contagem envolveu imagens aéreas captadas por drones e análise por inteligência artificial, com o levantamento da Universidade de São Paulo e da ONG More in Common indicando um público aproximado de 37,6 mil manifestantes no pico da concentração, enquanto o jornal Poder360 estimou até 57,6 mil presentes. Essa variação nos números decorre de técnicas e critérios distintos na análise das imagens.
O protesto, organizado por grupos religiosos e políticos ligados ao ex-presidente, como o pastor Silas Malafaia, teve como principais pautas o pedido de anistia para Bolsonaro e para os envolvidos nos ataques aos Três Poderes em 8 de janeiro de 2023, além de críticas ao Supremo Tribunal Federal e ao ministro Alexandre de Moraes, que determinou medidas cautelares contra Bolsonaro, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica e restrição de circulação nos fins de semana e à noite. O ex-presidente não participou do ato presencialmente por cumprir essas restrições legais. O evento também teve apoio explícito a políticas do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com bandeiras norte-americanas presentes na manifestação.
Além dos pedidos de anistia, os manifestantes cobraram o impeachment e a prisão do ministro Moraes, classificando as medidas judiciais como perseguição política. Figuras públicas, entre deputados federais, vereadores e o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, marcaram presença no ato, reforçando o caráter político e propositivo do evento.
A mobilização desta vez superou a última manifestação na Avenida Paulista, ocorrida em junho, que reuniu cerca de 12 mil pessoas de acordo com dados da USP. Desde a tentativa de golpe de estado em janeiro de 2023, os atos de apoio a Bolsonaro têm mantido relevância na cena política, refletindo tensões e polarizações atuais no país.
Em termos globais, movimentos semelhantes de apoiadores de ex-governantes têm usado manifestações públicas para pressionar pelo relaxamento de medidas legais e consequente reabilitação política, o que pode contribuir para novos embates institucionais no Brasil. As ações e reivindicações em torno desse protesto refletem um contexto de conflito jurídico-polinacional e social que demanda atenção especial para a manutenção do estado democrático de direito.
Essas manifestações mostram a persistência de uma base significativa de apoio ao ex-presidente, ao mesmo tempo em que evidenciam a complexidade dos processos legais em curso, envolvendo debates sobre lei, ordem e garantias democráticas no Brasil contemporâneo.











