Brasil avança no combate à chikungunya com primeira vacina do mundo contra a doença. O Instituto Butantan, em parceria com a farmacêutica franco-austríaca Valneva, desenvolveu um imunizante que recebeu aprovação da Anvisa em 2025 e começou a ser distribuído em cidades selecionadas para avaliar seu impacto real na população.[1][4][5]
A vacina IXCHIQ é uma dose única de vírus vivo atenuado, capaz de estimular o sistema imunológico sem causar a doença.[7] Em estudos clínicos realizados nos Estados Unidos com 4 mil voluntários adultos, 98,9 por cento produziram anticorpos neutralizantes contra o vírus chikungunya.[4][5] O imunizante já recebeu aprovação de agências reguladoras internacionais, incluindo FDA nos Estados Unidos e EMA na União Europeia.[7]
Um projeto piloto está sendo executado em dez municípios de quatro estados brasileiros: Mirassol em São Paulo, além de cidades em Minas Gerais, Ceará e Sergipe.[4][5] A iniciativa visa proteger adultos de 18 a 59 anos sem imunodeficiência e monitorar se a vacinação em massa consegue reduzir a circulação do vírus nas comunidades participantes.[2][4]
A necessidade da vacina é urgente. Em 2025, o Brasil registrou quase 130 mil casos prováveis de chikungunya e 121 mortes.[4] Em 2026, o país já conta com mais de 8 mil casos notificados e uma morte confirmada.[2] A doença causa dores intensas nas articulações que podem incapacitar pessoas, deixando sequelas crônicas que afetam significativamente a qualidade de vida.[2]
Enquanto a vacina não alcança toda a população, especialistas reforçam a importância de eliminar os criadouros do Aedes aegypti, mosquito transmissor não apenas da chikungunya, mas também da dengue e zika.[2] O Butantan trabalha para expandir a produção nacionalmente e tornar o imunizante acessível em larga escala, especialmente em países de baixa e média renda.[6]



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