Calor extremo acende alerta para grávidas e bebês; veja os riscos e como se proteger

Calor extremo aumenta riscos de desidratação e complicações para gestantes e bebês soaquinoticias
  • AAPI - CAMPANHA - GERAÇÕES

Altas temperaturas aumentam a preocupação de profissionais de saúde com a desidratação, complicações na gestação e a saúde dos recém-nascidos

O calor extremo tem acendido um alerta entre profissionais de saúde para os riscos enfrentados por gestantes, bebês e recém-nascidos. As altas temperaturas podem sobrecarregar o organismo, aumentar a possibilidade de desidratação e contribuir para complicações durante a gravidez, especialmente em períodos de exposição prolongada ao calor.

Uma pesquisa realizada em cinco países e divulgada em outubro de 2026 mostrou que 89% dos profissionais brasileiros de saúde materna entrevistados estão preocupados com os efeitos das altas temperaturas sobre mães e bebês. Além disso, 77% acreditam que os riscos para esse público devem aumentar nos próximos cinco anos. O levantamento foi encomendado pela organização Wellcome e conduzido pelo instituto Censuswide.

Gravidez exige atenção redobrada

Durante a gestação, o organismo passa por mudanças que podem dificultar a regulação da temperatura corporal. O aumento da circulação sanguínea e as demandas metabólicas da gravidez tornam as gestantes mais vulneráveis aos efeitos do calor intenso.

De acordo com o Ministério da Saúde, a exposição a temperaturas elevadas está associada a maiores riscos de parto prematuro, baixo peso ao nascer e algumas complicações maternas. Isso não significa que toda gestante exposta ao calor desenvolverá problemas, mas reforça a importância da prevenção e do acompanhamento pré-natal.

O cuidado deve ser ainda maior no fim da gravidez, quando a regulação da temperatura pode se tornar mais difícil. Atividades físicas intensas sob o sol e ambientes muito quentes devem ser evitados sempre que possível.

Bebês podem desidratar mais rapidamente

Os recém-nascidos e os bebês pequenos também precisam de cuidados especiais nos dias de calor. A perda de líquidos pode se tornar preocupante, sobretudo quando há febre, vômitos, diarreia ou dificuldade para se alimentar.

Entre os sinais de alerta estão redução da quantidade de urina, boca seca, sonolência fora do habitual, irritabilidade e dificuldade para mamar. Se houver sinais de desidratação ou alteração importante do comportamento, é necessário procurar atendimento de saúde.

Para bebês com menos de seis meses que mamam no peito, a orientação do Ministério da Saúde é aumentar a frequência das mamadas, oferecendo leite materno em livre demanda. Não é necessário oferecer água, mesmo nos dias quentes, salvo orientação médica específica.

Como se proteger durante os dias mais quentes

Algumas medidas simples ajudam a reduzir os riscos para mães e crianças:

Beba líquidos regularmente: gestantes devem manter uma boa hidratação, seguindo também as orientações da equipe de pré-natal.

Evite o sol nos horários mais quentes: procure ambientes frescos e reduza esforços físicos durante os períodos de maior temperatura.

Use roupas leves: tecidos arejados ajudam o corpo a dissipar o calor.

Mantenha o ambiente ventilado: use ventiladores ou ar-condicionado, quando disponíveis, e busque locais frescos.

Amamente com frequência: para bebês em aleitamento materno exclusivo com menos de seis meses, ofereça o peito mais vezes, sem acrescentar água por conta própria.

Nunca deixe crianças dentro de veículos estacionados: a temperatura interna pode subir rapidamente, mesmo quando o carro está à sombra.

Quando procurar atendimento

Gestantes que apresentarem tontura intensa, desmaio, confusão mental, dificuldade para respirar, febre ou contrações devem procurar avaliação médica. A diminuição dos movimentos do bebê também exige contato imediato com o serviço obstétrico.

Em bebês, dificuldade para respirar, dificuldade para acordar, recusa persistente das mamadas ou sinais importantes de desidratação são motivos para procurar atendimento urgente.

O alerta de especialistas reforça que a prevenção precisa envolver famílias, serviços de saúde e políticas públicas, sobretudo diante de períodos de calor intenso que podem se tornar mais frequentes com as mudanças climáticas.

Compartilhar

Follow by Email
LinkedIn
Share
Instagram
WhatsApp
FbMessenger
URL has been copied successfully!

Divulgue seu negócio conosco