Uma descoberta inédita na medicina regenerativa colocou o Brasil no centro das atenções da comunidade científica internacional. A pesquisadora Tatiana Coelho de Sampaio, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), conseguiu fazer com que seis pacientes tetraplégicos recuperassem a capacidade de andar por meio do uso da polilaminina, uma proteína extraída de placentas humanas.
Professora de biologia da matriz extracelular, Tatiana dedica quase 30 anos à pesquisa científica. Ela coordena uma equipe que atua em parceria com o laboratório Cristália no desenvolvimento da substância, considerada um avanço promissor no tratamento de lesões na medula espinhal.
A polilaminina tem a capacidade de recriar uma malha semelhante à existente durante o desenvolvimento embrionário, orientando os neurônios a se reconectarem. Aplicada cirurgicamente em até 72 horas após o trauma, uma única dose da proteína, combinada com sessões de fisioterapia, estimula a regeneração dos circuitos nervosos danificados, promovendo a recuperação da mobilidade e da sensibilidade.
Entre os beneficiados estão pacientes com lesões graves, que voltaram a movimentar braços, pernas e tronco. Casos como os de Bruno Drummond e Ruana Cruz chamaram a atenção por apresentarem ganhos significativos de autonomia nas atividades diárias. Ao todo, os testes iniciais envolvem cerca de dez pacientes, com resultados parciais ou totais.
O tratamento ainda se encontra em fase experimental, mas já recebeu autorização da Anvisa para ampliação dos testes clínicos. A expectativa é de que a técnica possa beneficiar milhões de pessoas com paralisia em todo o mundo.
A descoberta reforça o protagonismo do Brasil na área de regeneração neural e é apontada por especialistas como uma das pesquisas mais promissoras da atualidade, com potencial para reconhecimento internacional.



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