Empresas iniciam hoje uma das principais decisões tributárias para 2027

Empresas devem avaliar opções do Simples Nacional com Reforma Tributaria soaquinoticias
  • AAPI - CAMPANHA - GERAÇÕES

Empresas interessadas em optar pelo Simples Nacional para 2027 já podem iniciar o processo de avaliação do regime tributário. O período de escolha começa nesta terça-feira (01/09) e segue até o fim do mês, em um momento de mudanças no sistema tributário brasileiro com a implementação da Reforma Tributária.

A decisão será estratégica para micro e pequenas empresas, que precisarão analisar qual modelo melhor se adapta à realidade do negócio. Entre as possibilidades estão a permanência no Simples Nacional tradicional, a adoção do modelo híbrido, mantendo o Simples e recolhendo IBS e CBS pelo regime regular, ou a migração integral para o novo sistema.

Segundo a analista tributária da FIEMG, Flavia Sales, a definição do regime vai muito além da carga tributária e pode impactar diretamente a competitividade das empresas no mercado. “A escolha do regime tributário passa a ter efeitos sobre geração de créditos, formação de preços, relacionamento comercial e posicionamento da empresa dentro das cadeias produtivas”, afirmou Sales.

Com a entrada dos novos tributos previstos pela Reforma Tributária, como o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), empresários precisarão considerar não apenas o valor dos impostos pagos, mas também como o regime escolhido influencia as relações comerciais.

De acordo com a especialista, empresas que vendem diretamente para o consumidor final tendem a sofrer menos impactos relacionados à geração de créditos tributários. Já empresas que fornecem produtos ou serviços para outras empresas poderão enfrentar maior pressão do mercado para oferecer créditos integrais de IBS e CBS.

Nesse cenário, o chamado modelo híbrido aparece como uma alternativa intermediária. “A possibilidade de permanecer no Simples Nacional e recolher IBS e CBS pelo regime regular permite que a empresa mantenha parte da simplificação do Simples, ao mesmo tempo em que gera créditos integrais para os clientes”, explicou Sales.

A analista alerta que empresas que permanecerem apenas no Simples tradicional podem perder competitividade, principalmente em setores industriais e em cadeias produtivas mais longas.

A escolha deve ser feita com planejamento e análise do perfil de cada negócio. A recomendação da FIEMG é que os empresários iniciem, desde já, estudos comparativos entre os diferentes regimes tributários, realizem simulações e avaliem o relacionamento com clientes e fornecedores. “Mais do que uma decisão fiscal, o enquadramento tributário passa a ser uma decisão estratégica de negócio”, concluiu Sales.

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