Escolas municipais de Timóteo aderem ao combate ao bullying

As escolas da rede municipal de ensino estão desenvolvendo nesta terça-feira (07) diversas atividades de conscientização e enfrentamento ao bullying no ambiente escolar. Entre as ações do Projeto Antibullying Escolar desenvolvido pela Secretaria de Educação, Cultura, Esporte e Lazer de Timóteo em parceria com as escolas,  estão a realização de palestras, blitz educativas e eventos culturais envolvendo todos os alunos. A mobilização contra o bullying está prevista na legislação federal, que instituiu o Dia Nacional de Combate ao Bullying (dia 07 de abril), e na legislação municipal, que criou a Semana Municipal de Conscientização e Combate ao Bullying.

O termo inglês bully pode ser traduzido como tirano ou valentão na língua portuguesa. O bullying é a prática de atos de violência física ou psicológica, intencionais e repetidos,  cometidos por um ou mais agressores contra uma determinada vítima. “Dentro de uma proposta de cultura de paz, a Secretaria de Educação de Timóteo tem buscado mobilizar as escolas a tratarem desse tema junto à comunidade escolar, alcançando alunos, profissionais, pais e responsáveis. É um problema  grave que  atinge as escolas em nível nacional e que merece uma intervenção pedagógica local ”, aponta Édima Moreira, coordenadora dos Anos Finais do Ensino Fundamental da rede municipal.

Na Escola Joaquim Ferreira de Souza, o movimento  de enfrentamento ao bullying contou com a participação especial do PROERD (Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência ), uma iniciativa da Polícia Militar que atua em escolas para prevenir o uso de drogas e a violência entre crianças e adolescentes.  O 3º sargento Wender Oliveira Santos, da 85ª Cia. Polícia Militar de Timóteo, ministrou uma palestra sobre o bulling. 

“O bullying é uma brincadeira de mau gosto repetitiva, que causa sofrimento à vítima. Escola não é lugar para essa prática. A vítima deve falar com firmeza e com respeito que não gostou. E os demais colegas devem ter empatia, se colocar no lugar do outro . É preciso respeitar o colega”, esclareceu o sargento sob os olhares atentos dos alunos. 

Por sua vez, o vice-diretor da Escola Joaquim Ferrira de Souza, Leonardo Silva de Carvalho,  comentou que a questão do bullying é trabalhada na escola ao longo do ano. “Percebemos, que esse é um problema crescente  no mundo. E temos feito o combate  no dia a dia. E observamos que o efeito tem sido muito positivo”, afirma Carvalho, acrescentando que é importante esclarecer que o bullying não é só agressão física, mas psicológica também. 

As escolas Virgínia de Souza Reis e Limoeiro optaram por promover uma ação que envolvesse não só os alunos, mas a comunidade local através da realização de blitzen educativas. A vice-diretora da Escola Virgínia de Souza Reis, Melissa Fraga,  lamentou que o bullying seja realmente um problema recorrente nas escolas do país.  “O Projeto Antibullying é importante para o enfrentamento de qualquer tipo de violência nas escolas municipais. Essa é uma prática de nossa escola todo o tempo. E esse movimento contribui para construir um ambiente mais seguro, acolhedor e mais empático”, frisa a vice-diretora.

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