As decisões da Justiça Eleitoral envolvendo Anthony Garotinho, no Rio de Janeiro, e Deltan Dallagnol, no Paraná, levantam uma reflexão sobre coerência política e respeito às instituições.
No Rio, o TSE decidiu anular os votos de Garotinho, abrindo caminho para que Douglas Ruas (PL) seja declarado eleito governador no primeiro turno, após a retotalização. Já no Paraná, o caso de Dallagnol, eleito senador, ainda aguarda uma decisão definitiva do plenário do TSE.
Embora os processos tenham fundamentos jurídicos diferentes, a situação levanta uma questão: por que alguns setores políticos questionam a Justiça Eleitoral quando uma decisão os prejudica, mas podem aceitar seus efeitos quando são beneficiados?
A reflexão vai além dos nomes envolvidos. A confiança nas instituições deve depender do resultado ou dos princípios que defendemos?
A democracia exige respeito às regras, mas também coerência. Afinal, a Justiça Eleitoral não pode ser considerada legítima apenas quando suas decisões favorecem o nosso lado político.












