O Senado aprovou a atualização da tabela do Imposto de Renda (IR) para garantir a isenção do tributo para quem recebe até dois salários mínimos, o equivalente a R$ 3.036 em 2025, após o reajuste do salário mínimo para R$ 1.518. Esse projeto de lei substitui a medida provisória enviada pelo governo em abril, que perderia a validade no dia 11 de agosto, e agora segue para sanção presidencial. A aprovação aconteceu de forma simbólica logo após a desocupação do plenário da Casa por senadores da oposição, que protestavam contra a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro e cobravam o avanço do processo de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes do STF.
A atualização da faixa de isenção do IR é fundamental para manter a política de valorização do salário mínimo e proteger o poder de compra dos trabalhadores e aposentados que ganham até dois salários mínimos, evitando que sejam sobrecarregados por impostos devido ao reajuste do piso salarial. A alíquota do IR é progressiva, começando em 7,5% e podendo chegar a 27,5% para rendimentos mais elevados, mas essa alteração mantém a parcela dos cidadãos de menor renda totalmente isenta do imposto.
O projeto foi proposto pelo líder do governo na Câmara dos Deputados, José Guimarães, e teve como relator no Senado o senador Jaques Wagner, líder do governo na Casa. Antes da votação no plenário, o texto já tinha sido aprovado na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado e, anteriormente, no plenário da Câmara, sob a relatoria do deputado Arthur Lira. Vale destacar que existe outro projeto discutido na Câmara que pode ampliar a faixa de isenção para quem recebe até R$ 5 mil, porém essa proposta ainda está em tramitação e depende de análises futuras.
O momento da aprovação foi marcado por uma forte tensão política, causada pela ocupação do plenário e obstrução dos trabalhos por parte de senadores bolsonaristas. A sessão foi retomada após negociações presidenciais e determinação para desocupar o local, demonstrando a importância do tema para a pauta legislativa do país e para os trabalhadores brasileiros. A manutenção da isenção para quem ganha até dois salários mínimos reflete um compromisso do governo em assegurar justiça fiscal e estimular a economia popular, evitando o aumento da carga tributária sobre a população de menor renda.











