Ipatinga propõe atualização de taxas para fortalecer serviços e proteger a cidade

Ipatinga ajusta taxas municipais visando justiça e equilíbrio. soaquinoticias

    Projeto de Lei foi protocolado na última sexta-feira
    (26) na Câmara Municipal
    A Prefeitura de Ipatinga protocolou na sexta-feira, 26 de setembro,
    o Projeto de Lei nº 254/2025, que atualiza três taxas municipais: a
    Taxa de Coleta de Resíduos Sólidos Domiciliares (TRSD), a Taxa
    de Licença de Localização e Funcionamento (TLLF) e a Taxa de
    Licença e Fiscalização Sanitária (TLFS). A medida corrige
    distorções históricas e garante que os serviços públicos funcionem
    de forma justa, eficiente e sustentável, sem comprometer
    investimentos essenciais em saúde, educação e obras na cidade.
    A atualização da TRSD atende à legislação federal. Um estudo da
    Agência Reguladora Intermunicipal de Saneamento Ambiental de
    Minas (ARSAMBI) demonstrou que atualmente Ipatinga arrecada
    cerca de R$ 15 milhões por ano, enquanto o custo real do serviço
    ultrapassa R$ 21 milhões. O déficit de R$ 6 milhões acaba sendo
    coberto com recursos da saúde, da educação e de obras
    estruturantes.
    Além de comprometer o equilíbrio financeiro do município, a
    manutenção de taxas deficitárias pode trazer riscos jurídicos. A
    Norma de Referência nº 01/2021 da Agência Nacional de Águas e
    Saneamento Básico (ANA) determina que os municípios façam a
    adequação. Ignorar essa obrigação pode ser interpretado como má
    gestão dos recursos públicos, sujeitando o gestor a
    responsabilizações legais, inclusive por improbidade administrativa.
    Com a atualização, as alíquotas da TRSD passam a ser
    proporcionais à área e à quantidade de resíduos gerados. A medida
    também corrige uma distorção histórica, em que grandes
    estabelecimentos, mesmo gerando muito mais resíduos,
    contribuíam de forma desproporcionalmente baixa. Pela proposta,
    para as famílias em imóveis pequenos o impacto será mínimo, em
    alguns casos, pouco mais de R$ 1,60 por mês. Já grandes imóveis
    e empreendimentos, que produzem maior volume de lixo, passarão

    a contribuir de forma proporcional. Ou seja, quem gera mais custos
    passa a contribuir mais.
    As taxas TLLF e TLFS também estavam há anos defasadas. A
    TLLF terá maior escalonamento, distribuindo a cobrança de acordo
    com o porte do imóvel e a capacidade contributiva, protegendo
    pequenos comerciantes e entidades sociais, culturais e religiosas.
    Já a TLFS terá critérios mais claros de aplicação, ampliará as
    hipóteses de isenção e incluirá valores simbólicos para serviços que
    antes oneravam o município sem cobertura financeira.
    O projeto não aumenta impostos. Trata-se de uma medida de
    responsabilidade e justiça social, garantindo que quem gera mais
    custos contribua mais, enquanto famílias de imóveis pequenos e
    microempreendedores permanecem protegidos. A aprovação
    permitirá ainda que recursos essenciais deixem de ser desviados de
    áreas prioritárias, como saúde, educação e obras.
    Mais do que ajustes técnicos, a iniciativa impacta diretamente a vida
    das pessoas, garantindo que as ruas continuem limpas, que a
    coleta de lixo funcione de forma eficiente, que a vigilância sanitária
    proteja a saúde da população e que os serviços públicos sejam
    sustentáveis e justos.
    Além deste projeto, a Prefeitura também protocolou na Câmara
    Municipal outras proposições estratégicas. O Projeto de Lei nº
    255/2025 promove alterações na Lei nº 3.949, que trata da estrutura
    administrativa da Prefeitura, reorganizando setores e funções para
    modernizar a gestão e aumentar a eficiência da máquina pública. Já
    o Projeto de Lei nº 256/2025 regulamenta a concessão de diárias
    no âmbito da administração municipal, garantindo mais clareza e
    controle neste tipo de despesa. Por fim, o Projeto de Lei nº
    257/2025 institui o Programa Municipal de Concessões e Parcerias
    Público-Privadas (PPP), criando também o Conselho Gestor,
    instrumento que permitirá atrair investimentos privados e
    desenvolver novos projetos estruturantes para a cidade.
    Todas essas medidas caminham no mesmo sentido: mais
    eficiência, responsabilidade e transparência na administração dos
    recursos públicos, protegendo Ipatinga e garantindo equilíbrio
    financeiro e jurídico para o presente e o futuro da cidade.

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