O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou recentemente de uma cúpula sobre democracia em Santiago, no Chile, organizada pelo presidente Gabriel Boric. O encontro reuniu líderes internacionais, incluindo os presidentes da Colômbia, Gustavo Petro, e do Uruguai, Yamandú Orsi, além do primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez.
Durante a reunião, Lula enfatizou a importância de uma atuação conjunta para defender a democracia, destacando que essa responsabilidade não cabe apenas aos governos. Ele defendeu a participação ativa da sociedade civil, academia, parlamentos, mídia e setor privado. O presidente brasileiro também alertou sobre o extremismo que tenta reeditar práticas intervencionistas, sem citar explicitamente o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que recentemente endureceu as tarifas contra o Brasil.
Um dos principais temas discutidos foi a necessidade de regulamentar as plataformas digitais para combater a desinformação. Lula ressaltou que a liberdade de expressão deve ser distinguida da autorização para incitar violência ou difundir ódio. Além disso, os líderes expressaram apoio ao multilateralismo e à cooperação global baseada na justiça social, buscando construir propostas conjuntas para fortalecer a coesão social e a participação cidadã.
A cúpula também abordou a crise de desigualdades sociais e econômicas, com Lula defendendo a justiça tributária e a taxação dos super-ricos. Ele argumentou que apenas o combate às desigualdades sociais, raciais e de gênero pode resgatar a coesão e a legitimidade das democracias. O evento faz parte de uma iniciativa maior que incluirá uma nova reunião durante a 80ª Assembleia Geral das Nações Unidas em Nova York, reunindo líderes de mais países.
A participação de Lula em eventos internacionais, como esta cúpula e a cúpula do G7 no Canadá, destaca o compromisso do Brasil com a cooperação global e a defesa da democracia em um cenário de desafios globais, como a inteligência artificial e a mudança climática.












