Manifestações pró-Bolsonaro reúnem milhares e pedem anistia e impeachment de Lula

Manifestações pró-Bolsonaro reúnem milhares e pedem anistia e impeachment de Lula

Neste domingo, manifestações pró-Bolsonaro mobilizaram milhares de pessoas em diversas capitais brasileiras, como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Salvador e Belém, além de cidades do interior. Organizados por lideranças bolsonaristas, religiosos e parlamentares do PL, os protestos expressaram forte oposição ao presidente Lula, ao ministro Alexandre de Moraes do STF, e defenderam a anistia para pessoas condenadas pelos atos de 8 de janeiro de 2023, incluindo possíveis benefícios para Jair Bolsonaro.

Na Avenida Paulista, em São Paulo, cerca de 38 a 58 mil manifestantes estiveram presentes, segundo diferentes estimativas feitas com imagens aéreas e técnicas de inteligência artificial. O evento foi conduzido próximo ao MASP e contou com discursos de deputados como Nikolas Ferreira, que fez uma chamada de vídeo com Bolsonaro, impossibilitado de participar presencialmente por restrições judiciais, mas transmitindo uma saudação pelo celular. O parlamentar criticou Moraes e defendeu que o principal objetivo do movimento seria derrubar o presidente Lula, dando prioridade ao “Fora Lula” e, em seguida, ao impeachment do ministro do STF. O ato teve a presença do prefeito Ricardo Nunes, mas não contou com o governador Tarcísio de Freitas, que passou por um procedimento médico na data.

Em Copacabana, Rio de Janeiro, o senador Flávio Bolsonaro colocou o ex-presidente Jair Bolsonaro no viva-voz em meio aos manifestantes, transmitindo sua mensagem de apoio e reafirmando o caráter do protesto como uma luta por liberdade e futuro. O governador Cláudio Castro também participou, declarando Bolsonaro como única opção para as eleições de 2026, apesar da inelegibilidade do ex-presidente.

Os atos também foram marcados pela exaltação ao ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, identificado como um apoiador que aplicou medidas contra o Brasil em retaliação a processos contra Bolsonaro no STF. Foram vistas bandeiras dos Estados Unidos nos protestos e cartazes com frases como “Help Trump” e “Thank you Trump”. Essa relação reflete uma tentativa do grupo bolsonarista de buscar suporte internacional para pressionar a justiça brasileira.

Em outras capitais, os protestos seguiram pautas similares, com discursos contra o PT, o STF e pedido por anistia ampla. Em Belo Horizonte, por exemplo, o ato na Praça da Liberdade reuniu apoiadores com faixas, bandeiras dos Estados Unidos e do Brasil, ecoando as principais reivindicações vistas em São Paulo e Rio.

Importantes figuras do PL, como o deputado Sóstenes Cavalcante, agradeceram o trabalho de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos, onde ele tenta apoio político para sancionar autoridades brasileiras e pressionar a Justiça nacional. Essa atuação estrangeira de Eduardo tem gerado críticas na esfera política nacional, inclusive de Lula, que afirmou que Eduardo substituiu a bandeira do Brasil pela dos Estados Unidos.

Jair Bolsonaro permanece impedido de sair de casa durante os fins de semana por medidas cautelares determinadas pelo STF, entre elas o uso da tornozeleira eletrônica, e não pode participar diretamente das manifestações. Ainda assim, seus filhos e aliados buscam manter sua influência política por meio das mobilizações e da articulação internacional.

Esses eventos demonstram a intensificação da polarização política no Brasil, com grupos bolsonaristas organizando atos massivos contra o governo e o judiciário, pedindo anistia para atos de insurreição e buscando respaldo internacional em um cenário de crescente conflito institucional. A mobilização também evidencia a resistência de uma parcela da população às decisões do STF, que tem imposto restrições a Bolsonaro e seus aliados, alimentando um clima de confronto que marca o cenário político atual.

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