Mansão de R$ 10,5 milhões do ex-presidente Fernando Collor é penhorada em Campos do Jordão

A Justiça do Trabalho de Alagoas determinou a penhora de uma mansão avaliada em R$ 10,5 milhões, localizada em Campos do Jordão (SP), pertencente ao ex-presidente Fernando Collor. A decisão foi proferida pelo juiz Sérgio Roberto de Mello Queiroz, da 5ª Vara do Trabalho de Maceió (AL), e visa garantir o pagamento de uma dívida trabalhista no valor de R$ 410 mil.

O caso se refere a uma ação trabalhista de 2019, movida por um ex-funcionário de uma empresa de comunicação de Collor. A mansão será leiloada para quitação da dívida, embora ainda não haja data definida para o leilão. O ex-presidente pode recorrer da decisão.

A penhora foi autorizada após o ex-presidente não cumprir a obrigação de pagar a dívida. Segundo o processo, ao qual o portal g1 teve acesso, a penhora do imóvel é necessária para garantir o pagamento ao ex-funcionário.

Detalhes do imóvel penhorado

Localizada na Avenida Alameda Jade, na área verde do Parque Pedra do Baú, a propriedade tem uma área total de 9,7 mil metros quadrados. A casa principal, com mais de 700 metros quadrados, possui sete suítes, salão de jogos, sala de estar, adega, sala de jantar, cozinha e outros cômodos. A mansão está situada a cerca de oito quilômetros do Capivari, o principal centro turístico de Campos do Jordão.

Além das dívidas trabalhistas, a propriedade tem um débito de R$ 142 mil com a Prefeitura de Campos do Jordão, decorrente do não pagamento de IPTU e taxas de lixo.

O histórico político de Collor

Fernando Collor de Mello foi presidente do Brasil entre 1990 e 1992 e senador por Alagoas de 2007 a 2023. Seu mandato presidencial foi interrompido por um processo de impeachment. Até o momento, Collor não se pronunciou sobre a penhora de sua mansão.

A defesa de Collor e o advogado do ex-funcionário, Marcos Rolemberg, foram procurados pela imprensa. Enquanto o ex-presidente permanece em silêncio, Rolemberg comemorou a decisão judicial.

O caso reforça a gravidade das dívidas enfrentadas por Collor, que já teve outros bens penhorados em processos judiciais.

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