Familiares, colegas e moradores de Coronel Fabriciano estao indignados com a morte de Samuel Ribeiro da Silva, gari coletor de 42 anos que trabalhava ha mais de 20 anos na limpeza publica da cidade. Ele passou mal sob forte calor no dia 31 de dezembro, durante o expediente no bairro Caladinho, horas antes da virada do ano, e nao resistiu apesar do socorro rapido para a UPA, onde sofreu parada cardiorrespiratoria.
Samuel era querido por todos, amava o que fazia e dedicou a vida ao servico publico, mas sua partida revelou falta de valorizacao. Familiares relatam que nem a Prefeitura Municipal nem a empresa ECP Engenharia, responsavel pela coleta, compareceram ao velorio. So enviaram uma coroa de flores, sem caixao, ornamentacao ou qualquer apoio concreto. Pior: nenhuma nota de pesar publica inicial da Prefeitura, que horas antes postou video elogiando os garis nas redes sociais, ignorando a tragedia.
A Prefeitura se manifestou por nota neste sabado, afirmando que Samuel tinha exames medicos em dia, foi socorrido imediatamente e que esta a disposicao da familia com pesar e compromisso com os servidores. A ECP Engenharia ate agora nao se pronunciou. Moradores cobram transparencia, respeito e investigacao sobre condicoes de trabalho no calor intenso do Vale do Aco, regio onde o bairro Caladinho e uma area periferica com cerca de 765 residents em zonas vulneraveis, segundo dados demograficos recentes.
Essa historia expõe a realidade dura dos trabalhadores da limpeza: exposicao a sol escaldante, sem sempre equipamentos adequados como hidratação constante ou pausas, em profissoes essenciais mas subvalorizadas. No Brasil, casos semelhantes sao comuns, com calor extremo agravando riscos cardiacos e respiratorios em servicos manuais. E hora de debater melhores condicoes, treinamentos para insolacao e valorizacao real, nao so palavras. Samuel merecia mais que flores: merecia ser lembrado como heroi da cidade limpa. Compartilhe para cobrar justica e dignidade para todos os garis!












