A tão aguardada revitalização da BR-381, uma das principais rodovias que liga a capital mineira ao interior do estado, está em andamento. Motoristas que trafegam no trecho entre Belo Horizonte e Governador Valadares já conseguem perceber melhorias na estrada após os 100 primeiros dias de obras. Apesar dos avanços, o sistema de “pare e siga”implantado em diversos pontos tem causado atrasos e desconfortos, principalmente para caminhoneiros e trabalhadores que dependem da via diariamente.

No entanto, especialistas e autoridades reforçam que os transtornos são temporários e necessários para garantir mais segurança, fluidez e qualidade viária no futuro. “Não existe estrada boa sem obras, e não existe obra sem incômodos”, comentam usuários frequentes da rodovia.
Pedágio a partir de 2026
Enquanto a recuperação do trecho avança, um tema que ainda gera dúvidas e preocupações é a implantação de pedágios na BR-381. Isso porque o trecho entre BH e Governador Valadares foi concedido à iniciativa privada, com contrato assinado no início deste ano entre o governo federal e a concessionária Nova 381.
O contrato prevê que cinco praças de pedágio sejam construídas ao longo da rodovia, com previsão de início da cobrança entre o fim de 2025 e o início de 2026, ou seja, após o 12º mês da concessão, quando os trabalhos forem concluídos.
As praças de pedágio serão instaladas nos seguintes municípios:
- Caeté – R$ 13,75
- João Monlevade – R$ 11,40
- Jaguaraçu – R$ 13,35
- Belo Oriente – R$ 10,75
- Governador Valadares – R$ 11,20
Considerando a tarifa básica estimada, o valor total para atravessar o trecho pode chegar a R$ 60,45. Vale lembrar que o valor efetivo ainda será revisado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), levando em conta o desconto de 0,94% oferecido pela Nova 381 no leilão, além de fatores técnicos que ainda serão divulgados.
Os valores variam de acordo com o tipo de pista:
- R$ 18,38 por 100 km em trechos com pista simples
- R$ 25,73 por 100 km em trechos com pista duplicada
O que esperar?
A BR-381 é conhecida há décadas como “rodovia da morte” devido ao alto número de acidentes. Com a concessão, a expectativa é que a duplicação, nova sinalização e melhorias estruturais tragam mais segurança viária, reduzam o número de acidentes e promovam o desenvolvimento regional.











