Palestra com Ana Borba, do Projeto LIXIKI, apresentou caminhos para transformar sustentabilidade e economia circular em práticas do dia a dia
A sustentabilidade e a economia circular estiveram em destaque no 17º Salão do Livro Vale do Aço, com a realização da palestra “Sustentabilidade – ESG”, na noite de quinta-feira, 6 de agosto de 2026, no Centro de Educação Ambiental – Oikós, em Timóteo.
A atividade foi realizada às 19h30 e conduzida por Ana Borba, do Projeto LIXIKI, reunindo professores, educadores e integrantes da comunidade interessados em compreender como as práticas ambientais, sociais e de governança podem contribuir para a construção de um futuro mais consciente.
O encontro abordou os impactos das atividades humanas e das organizações sobre o meio ambiente e a sociedade, destacando a importância de repensar a forma como consumimos, produzimos e descartamos materiais.
Da sustentabilidade à prática
Um dos pontos centrais da discussão foi a necessidade de transformar a sustentabilidade em uma prática cotidiana. Mais do que falar sobre preservação ambiental, a proposta é identificar o que cada pessoa, comunidade e empresa pode fazer para reduzir impactos e aproveitar melhor os recursos disponíveis.
Nesse contexto, a economia circular aparece como um dos caminhos possíveis. Diferentemente do modelo tradicional, baseado em “extrair, produzir, consumir e descartar”, a economia circular busca manter produtos e materiais em uso pelo maior tempo possível.
Isso pode começar com atitudes simples.
Em casa
No ambiente doméstico, a economia circular pode ser colocada em prática por meio da redução do desperdício, separação correta dos resíduos, reutilização de embalagens, conserto de objetos, doação de itens que ainda podem ser utilizados e escolha de produtos mais duráveis.
Outra possibilidade é transformar resíduos em novos produtos ou matérias-primas, fortalecendo também o trabalho de artesãos, cooperativas e pequenos empreendedores.
Na comunidade
Nos bairros, o conceito pode ganhar força por meio de campanhas de coleta seletiva, feiras de troca, oficinas de reaproveitamento, hortas comunitárias, compostagem, pontos de coleta e ações de educação ambiental.
A comunidade também pode criar redes colaborativas para compartilhar ferramentas, conhecimentos, serviços e materiais, reduzindo o consumo desnecessário e criando novas oportunidades de geração de renda.
No trabalho
Dentro das organizações, sustentabilidade pode significar rever processos e identificar onde existem desperdícios de água, energia, papel, alimentos e matérias-primas.
Pequenas mudanças, como reduzir o uso de descartáveis, digitalizar processos, separar resíduos e incentivar o reaproveitamento de materiais, podem fazer parte de uma estratégia maior de sustentabilidade.
Mas o conceito de ESG também amplia essa discussão para as pessoas. Uma organização sustentável precisa considerar como trata seus trabalhadores, fornecedores, clientes e a comunidade onde está inserida.
Nas empresas
Para as empresas, a economia circular pode representar não apenas uma ação ambiental, mas também uma oportunidade de inovação e geração de negócios.
É possível desenvolver produtos utilizando materiais reaproveitados, criar sistemas de logística reversa, recuperar produtos, reduzir embalagens, transformar resíduos em novos insumos e estabelecer parcerias com cooperativas, artesãos e empreendedores locais.
Nesse cenário, resíduos deixam de ser vistos apenas como um problema e passam a ser encarados como recursos que podem retornar ao ciclo produtivo.
ESG e economia circular caminham juntos
A palestra também contribuiu para aproximar dois conceitos que estão cada vez mais presentes nas discussões sobre o futuro das organizações: ESG e economia circular.
O ESG considera três dimensões: ambiental (Environmental), social (Social) e governança (Governance). Já a economia circular propõe uma mudança na maneira como produtos, materiais e recursos são utilizados.
Na prática, os dois conceitos podem se complementar.
Uma empresa que reduz resíduos está avançando na dimensão ambiental. Quando trabalha em parceria com cooperativas e pequenos empreendedores, pode gerar impacto social. Quando estabelece metas, indicadores e processos transparentes para acompanhar essas ações, fortalece sua governança.
O caminho começa localmente
A discussão apresentada no Salão do Livro mostra que sustentabilidade não precisa começar com grandes projetos. Ela pode começar com uma mudança de comportamento, uma parceria no bairro, uma ideia dentro de uma empresa ou um novo destino para um material que antes seria descartado.
O desafio é transformar consciência em ação.
E, nesse processo, casa, comunidade, escola, empresas, poder público e organizações sociais podem atuar de forma colaborativa, criando soluções que reduzam impactos ambientais, fortaleçam a economia local e estimulem novas formas de produzir e consumir.
A palestra Sustentabilidade – ESG e Economia Circular integrou a programação do 17º Salão do Livro Vale do Aço, ampliando o debate sobre educação, meio ambiente, inovação e desenvolvimento sustentável .












