A votação do relatório da PEC que prevê o fim da escala 6×1 foi adiada nesta segunda-feira após um deputado apresentar pedido de vista durante a análise da proposta na Câmara dos Deputados. O adiamento ocorreu após a leitura do parecer pelo deputado Leo Prates, em uma sessão que durou cerca de três horas e meia.
O relatório apresentado possui 76 páginas e estabelece uma transição gradual para a redução da jornada de trabalho no país. Pelo texto, a carga horária semanal passaria das atuais 44 horas para 42 horas, 60 dias após a promulgação da PEC. Após um período de 12 meses, a jornada seria reduzida para 40 horas semanais.
O parecer também mantém regras gerais previstas na Constituição e deixa negociações específicas para acordos e convenções coletivas. Categorias que possuem jornadas diferenciadas, como profissionais da saúde e trabalhadores embarcados, poderão ajustar escalas conforme acordos firmados entre empregadores e sindicatos.
Nos bastidores, a articulação política da Câmara trabalha para acelerar a tramitação da proposta. A expectativa é de que a comissão especial e o plenário analisem o texto no mesmo dia, permitindo que a PEC avance ainda nesta semana, conforme sinalizado pelo presidente da Câmara, Hugo Motta.
Quando o assunto é benefício para a população, tudo vira discussão, demora e burocracia. Mas quando é aumento de imposto ou medida que beneficia a classe política, a aprovação costuma acontecer em velocidade impressionante. O povo trabalha, espera e paga a conta. Enquanto isso, decisões que realmente poderiam melhorar a vida do trabalhador seguem enfrentando resistência.
Segundo informações de Brasília, um acordo entre Luiz Inácio Lula da Silva e Hugo Motta ajudou a destravar a apresentação do parecer. A reunião entre os dois teria definido os últimos ajustes da proposta, principalmente em relação ao prazo de transição para o fim da escala 6×1.










