A tempestade que atingiu a Zona da Mata mineira entre segunda e terça-feira deixou um rastro de devastação. O número de mortos subiu para 30, com pelo menos 22 confirmados em Juiz de Fora e 7 em Ubá, enquanto 39 pessoas permanecem desaparecidas.[1][2] As buscas continuam intensas, com equipes de resgate trabalhando ininterruptamente nas áreas afetadas por deslizamentos e enchentes.
Em Juiz de Fora, mais de 3 mil pessoas ficaram desabrigadas, com escolas recebendo famílias desde segunda-feira.[1] A cidade vivencia sua pior tragédia em registros recentes, com 584 milímetros de chuva acumulados em fevereiro — mais que o dobro do esperado para o mês inteiro.[1] O governo estadual decretou luto oficial enquanto os danos se revelam cada vez mais graves.
A destruição é generalizada. Em Juiz de Fora, o bairro Paineiras concentra alguns dos piores cenários, onde deslizamentos atingiram edificações e soterram pessoas sob toneladas de terra e entulho.[4] Na região central, um barranco desabou sobre prédios, deixando pelo menos 15 moradores presos. O rio que corta a cidade transbordou, invadindo casas e lojas com uma enxurrada de lama que arrastou veículos. Parte da cidade ficou sem energia.[1]
Em Ubá, a situação também é crítica. Choveu 170 milímetros em apenas três horas, levando o Rio Ubá a atingir a marca histórica de quase 8 metros de altura.[2] Três pontes foram destruídas, cinco edificações desabaram e carros foram arrastados por quilômetros, empilhando-se pela força da água. Até idosos precisaram ser resgatados em colchões após uma casa de repouso ser invadida pela enchente.[1][2]
O risco geológico permanece extremamente grave. O solo saturado pela quantidade de água aumenta exponencialmente o risco de novos deslizamentos. As autoridades alertam que moradores em áreas de encosta precisam sair imediatamente de suas casas e que quem não necessita se deslocar deve permanecer em segurança.[6]
As previsões indicam que a situação pode piorar. O Instituto Nacional de Meteorologia emitiu avisos de chuvas intensas para os próximos dias, com previsão de volumes elevados de precipitação.[3] O Inmet renovou alertas de temporais até sexta-feira, esperando entre 30 e 60 milímetros por hora ou 50 a 100 milímetros diários, além de ventos entre 60 e 100 km/h.[4]
As cidades decretaram estado de calamidade pública. Juiz de Fora suspendeu aulas e a Universidade Federal cancelou atividades até pelo menos sexta-feira. Serviços essenciais como transporte coletivo e coleta de lixo funcionam em capacidade reduzida.[3] O governo federal reconheceu oficialmente o estado de calamidade, permitindo o envio imediato de recursos e assistência.[3] Ministros federais, governadores de outros estados e o Exército manifestaram disposição para ajudar nas ações emergenciais.[6]
Este é um momento de mobilização, solidariedade e ação imediata. Quem pode ajudar seus vizinhos e comunidades deve fazê-lo, mas evitando se deslocar desnecessariamente pela cidade. A situação continua em evolução, e as próximas horas serão críticas para salvar vidas e mitigar ainda mais perdas.



![makiminas_jardinagem]](https://soaquinoticias.com.br/wp-content/uploads/2026/02/makiminas_jardinagem.jpg)










