Bancários da Caixa e Banco do Brasil aderem à paralisação no Vale do Aço nesta quinta-feira

Bancários paralisam atividades no Brasil e ameaçam greve geral soaquinoticias
  • AAPI - CAMPANHA - GERAÇÕES

Os bancários de todo o Brasil aderiram à paralisação de 24h, nesta quinta-feira (20), em advertência à Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) para apresentar proposta viável dentro das negociações da Campanha Nacional Unificada da categoria. No Vale do Aço, as agências da Caixa Econômica do Brasil e algumas do Banco do Brasil não registraram funcionamento nesta quinta-feira. Além dos atendimentos nas agências, os bancários cruzaram os braços interrompendo também os atendimentos nos meios digitais.

Está marcada para a próxima segunda-feira (24) a próxima rodada de negociações com os bancos. Caso ainda não seja apresentada proposta digna, de valorização dos trabalhadores e respeito ao atendimento à sociedade, os bancários podem parar por tempo indeterminado.

“Estamos em negociação há meses e a Fenaban está tratando os bancários com desrespeito. A proposta apresentada anteriormente tenta dividir a categoria por níveis. Somos uma das únicas categorias de trabalhadores em que o movimento sindical senta com todas as empresas (bancos) e negocia um único acordo (Convenção Coletiva de Trabalho), que beneficia a todos de igual forma, sem causar divisões dentro da profissão e valorizando os esforços de todos igualmente”, explica o presidente do Sindicato dos Bancários de Ipatinga, Selim Oliveira.

Reivindicações

As reivindicações dos bancários são divididas por eixos. Entre elas estão:
Reposição da inflação mais 5% de aumento real;
Elevação do piso salarial
Reajustes para VA, VR e PLR
Defesa dos postos de trabalho e combate ao fechamento de agências
Fim das metas e cobranças abusivas
Combate ao assédio moral e sexual
Respeito às normas de saúde e segurança

Além do eixo financeiro, os bancários lutam pela saúde do trabalhador e atendimento dos clientes. “Os bancários são responsáveis pela altíssima lucratividade dos bancos, então é justo que todo esse empenho seja valorizado neste momento. Também somos a categoria que mais tem registros de adoecimento mental e burnout no Brasil. A saúde do trabalhador é nossa prioridade. Além disso, lutamos por emprego e condições melhores de atendimento aos clientes, porque o setor bancário tem perdido cada vez mais trabalhadores e os clientes estão sendo direcionados para o autoatendimento dos aplicativos muitas vezes sem nem mesmo saber como funcionam. E mesmo por trás dessas tecnologias empregadas pelos bancos, está o componente humano, o bancário, que é essencial em todos os processos”, pontua Selim.

Ultratividade
A data-base da categoria bancária é 1º de setembro. Até esta data todos os direitos já alcançados estão protegidos. Quando esse período de negociação é extrapolado entra em vigência o princípio da ultratividade, que é a regra que mantém valendo as leis ou acordos coletivos mesmo depois do fim do prazo oficial de validade. “A garantia da ultratividade foi um dos inúmeros prejuízos trazidos para os trabalhadores pela Reforma Trabalhista de 2017. Portanto, as negociações precisam ser concluídas antes da data-base. A categoria bancária quer negociar, mas exigimos respeito pelo nosso trabalho, que move diariamente o mercado financeiro do país e respeito à toda a sociedade, que é penalizada diariamente”, finaliza o dirigente sindical.

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