Dia Mundial da Osteoporose alerta para prevenção e diagnóstico precoce da doença silenciosa

Dia Mundial da Osteoporose destaca importância da prevencao e diagnostico precoce soaquinoticias
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Celebrado em 20 de outubro, data reforça a importância dos cuidados com a saúde óssea para prevenir fraturas e preservar a qualidade de vida.

O Dia Mundial da Osteoporose, celebrado nesta terça-feira (20), chama a atenção para a prevenção, o diagnóstico precoce e o tratamento de uma doença que enfraquece os ossos e aumenta o risco de fraturas. Considerada silenciosa, a osteoporose pode evoluir sem apresentar sintomas até que ocorra uma fratura, muitas vezes provocada por uma queda ou um impacto leve.

A doença é caracterizada pela perda de massa óssea, que compromete a resistência dos ossos e os torna mais frágeis. No Brasil, estima-se que cerca de 10 milhões de pessoas convivam com a condição, o que reforça a importância da conscientização e do acompanhamento médico.

Diagnóstico pode identificar a perda de massa óssea

Um dos principais desafios da osteoporose é a ausência de sinais nas fases iniciais. Por isso, a avaliação médica e a identificação dos fatores de risco são fundamentais para evitar complicações.

A densitometria óssea é o principal exame utilizado para avaliar a densidade mineral dos ossos e auxiliar no diagnóstico. Em geral, o rastreamento é recomendado para mulheres a partir dos 65 anos e homens a partir dos 70, mas pode ser indicado antes dessa idade, dependendo do histórico clínico e dos fatores de risco.

Outra ferramenta utilizada por profissionais de saúde é o FRAX, que estima a probabilidade de fraturas por fragilidade nos dez anos seguintes, contribuindo para a avaliação individualizada dos pacientes.

Envelhecimento e hábitos de vida influenciam o risco

Entre os principais fatores associados à osteoporose estão o envelhecimento, o histórico familiar da doença, a menopausa e a redução dos níveis de estrogênio. O sedentarismo, o tabagismo, o consumo excessivo de bebidas alcoólicas, a ingestão insuficiente de cálcio e a deficiência de vitamina D também podem contribuir para o enfraquecimento dos ossos.

O uso prolongado de determinados medicamentos, como os corticoides, exige atenção, pois pode aumentar o risco de perda óssea. Pessoas com fatores de risco devem procurar orientação profissional para avaliar a necessidade de exames e medidas preventivas.

Alimentação e atividade física ajudam na prevenção

A adoção de hábitos saudáveis é uma das principais estratégias para preservar a saúde óssea. Uma alimentação equilibrada, com fontes de cálcio, como leite, derivados e vegetais verde-escuros, contribui para a manutenção dos ossos. A vitamina D também é importante para a absorção do cálcio, e sua suplementação deve ser avaliada por um profissional de saúde quando necessária.

A prática regular de atividades físicas, especialmente exercícios de fortalecimento muscular, sustentação do peso corporal e equilíbrio, ajuda a manter os ossos e os músculos fortes, além de reduzir o risco de quedas.

Outro cuidado importante é adaptar os ambientes domésticos para evitar acidentes, principalmente entre os idosos. A retirada de obstáculos, a instalação de barras de apoio e a melhoria da iluminação podem contribuir para uma rotina mais segura.

Tratamento e acompanhamento pelo SUS

A osteoporose tem tratamento, e o acompanhamento adequado pode reduzir o risco de fraturas e melhorar a qualidade de vida. A conduta depende da avaliação clínica e pode incluir mudanças no estilo de vida, suplementação quando indicada e medicamentos específicos.

O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece atendimento para avaliação, diagnóstico e tratamento da doença. A disponibilidade de medicamentos depende dos critérios clínicos e dos protocolos vigentes, podendo incluir opções fornecidas pela rede pública e, conforme o medicamento e as regras aplicáveis, pelo Programa Farmácia Popular.

Neste 20 de outubro, o Dia Mundial da Osteoporose reforça que cuidar dos ossos deve ser uma prioridade em todas as fases da vida. A prevenção, a identificação dos fatores de risco e o diagnóstico oportuno são medidas essenciais para reduzir complicações e preservar a autonomia, especialmente na terceira idade.

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