Tabuleiro político em Minas pode mudar com possível desistência de Cleitinho
A movimentação nos bastidores da política mineira aponta para uma possível reconfiguração da disputa pelo Governo de Minas em 2026. A ausência do senador Cleitinho na convenção estadual do Republicanos, realizada no último sábado (25), foi interpretada por aliados e observadores políticos como mais um sinal de que ele pode não disputar o Palácio Tiradentes.
Caso esse cenário se confirme, a tendência discutida nos bastidores é de que Cleitinho apoie a candidatura do ex-secretário Marcelo Aro (PP), em uma composição envolvendo Republicanos, PP e União Brasil. A possibilidade ganhou força após declarações do ex-prefeito Luís Eduardo Falcão, que afirmou que “surpresas” deverão surgir nos próximos dias.
Nos bastidores, interlocutores também avaliam que fatores pessoais e políticos pesam na reflexão do senador. A recente perda do irmão teria abalado Cleitinho, segundo pessoas próximas. Além disso, há quem avalie que seu discurso de forte crítica à gestão pública enfrentaria dificuldades para ser colocado em prática diante da delicada situação fiscal de Minas Gerais, caso viesse a assumir o governo.
Nesse contexto, a eventual aliança entre Republicanos, União Brasil e PP deixaria, até o momento, o governador Mateus Simões (PSD) fora da composição. A avaliação política é de que existem divergências entre Simões e Cleitinho, incluindo críticas públicas do governador ao estilo de atuação do senador.
Se a desistência de Cleitinho for confirmada, a expectativa entre lideranças partidárias é que o Republicanos formalize apoio a Marcelo Aro, alterando significativamente o tabuleiro da disputa pela direita em Minas Gerais.












