Familiares, amigos, colegas de farda e autoridades prestaram as últimas homenagens aos três militares, vítimas de acidente aéreo no Vale do Aço
A despedida dos três policiais militares que morreram na queda de uma aeronave da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), em Santana do Paraíso, no Vale do Aço, foi marcada por emoção e homenagens neste domingo (11), em Belo Horizonte. Os militares foram velados na Academia de Polícia Militar e receberam as últimas honras da corporação antes do cortejo até o Cemitério Parque Bosque da Esperança, na região Norte da capital.
As vítimas são o tenente-coronel Luiz Fernando Silvestre, de 49 anos, e as tenentes Gabriela Emília Soares Lacerda Resende e Alice dos Santos Oliveira Almeida. Familiares, amigos, integrantes da Polícia Militar e autoridades acompanharam a cerimônia. O governador de Minas Gerais, Mateus Simões, também esteve presente.
Durante as homenagens, os caixões foram transportados em veículos do Corpo de Bombeiros, acompanhados por coroas de flores e bandeiras do Brasil. No cemitério, a cerimônia contou com a execução de uma marcha fúnebre pela corporação e uma salva de tiros em homenagem aos militares. As duas tenentes foram sepultadas, enquanto o tenente-coronel Silvestre foi cremado.
A comandante-geral da PMMG, coronel Cleide Barcelos, lamentou a perda dos colegas e agradeceu às instituições que auxiliaram a corporação após o acidente. Em declaração à imprensa, ela destacou a dor vivida pelos policiais militares e pelas famílias das vítimas.
Quem eram os militares
Luiz Fernando Silvestre comandava o Comando de Aviação do Estado (ComAvE) e acumulava mais de 5 mil horas de voo ao longo da carreira. Gabriela Emília era mãe de duas crianças e se tornou a primeira mulher habilitada a pilotar aeronaves de asa fixa na unidade. Alice dos Santos Oliveira Almeida, natural de Governador Valadares, também atuava como piloto da corporação.
Acidente será investigado
A aeronave caiu na tarde de sexta-feira (9), nas proximidades do Aeroporto Regional do Vale do Aço, em Santana do Paraíso. Segundo a PMMG, os militares realizavam um voo de rechecagem periódica de habilitação, procedimento previsto no treinamento operacional dos pilotos.
As causas do acidente ainda não foram determinadas. A investigação ficará a cargo do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), com apuração das circunstâncias da ocorrência. O Governo de Minas decretou luto oficial de três dias em homenagem aos militares.











