O Ipatinga Futebol Clube enfrenta um dos momentos mais delicados de sua história recente. Em nota oficial divulgada nesta segunda-feira (20), o clube informou que o técnico Rui Sacramento e sua comissão técnica retornaram para Portugal, onde irão aguardar a conclusão de um processo em andamento junto à FIFA.
O impasse envolve o pagamento de um transfer ban, punição que impede o registro de novos atletas. A sanção é resultado de uma dívida antiga, datada de 2006, que gira em torno de R$ 3 milhões. Segundo o clube, a decisão pelo retorno da comissão técnica levou em conta os custos de permanência no Brasil diante das limitações financeiras para a temporada.
A diretoria também destacou a falta de engajamento do empresariado local no projeto de reconstrução do Tigre, considerado essencial para a retomada esportiva e financeira da equipe.
De acordo com apuração da Rádio Itatiaia, o Ipatinga até possui recursos para quitar a dívida junto à FIFA, mas não teria caixa suficiente para montar um elenco competitivo, o que inviabilizaria a participação no Campeonato Mineiro do Módulo II.
Além da possibilidade de não disputar a competição, o clube ainda corre o risco de sofrer novas sanções, incluindo multas e até a suspensão por até duas temporadas do Campeonato Mineiro, agravando ainda mais a crise.
Nos bastidores, o cenário é tratado como crítico. Caso não consiga viabilizar sua participação neste ano, há risco real de falência — situação semelhante à enfrentada no início de 2022, quando a associação esteve próxima de encerrar suas atividades.
Contra o tempo, o Ipatinga busca patrocinadores para viabilizar a montagem










