Para quem hoje percorre a LMG-760 sobre o asfalto, pode ser difícil imaginar o que essa estrada representou durante décadas para milhares de moradores da região. Antes da pavimentação, boa parte do caminho era de terra. No período de seca, poeira. Quando a chuva chegava, vinham a lama, os buracos e o risco de não conseguir passar.
A pavimentação da LMG-760 sempre esteve entre as pautas prioritárias defendidas pelo deputado estadual Celinho Sintrocel. Na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, o parlamentar apresentou requerimentos, participou de audiências e acompanhou as diferentes etapas que marcaram a execução da obra. A estrada era uma antiga reivindicação de moradores, trabalhadores, produtores rurais e estudantes que dependiam da ligação entre o Vale do Aço, o Colar Metropolitano e a Zona da Mata.
Em 2013, Celinho apresentou o Requerimento de Comissão nº 5.824/2013, solicitando uma audiência pública para discutir a pavimentação da rodovia, seu traçado e suas ligações. A audiência foi realizada no ano seguinte, em Cava Grande, em Marliéria, reunindo moradores, autoridades e representantes dos órgãos envolvidos.
Naquele momento, as obras já haviam começado, mas estavam paralisadas em razão de questões relacionadas ao licenciamento ambiental, devido à proximidade com o Parque Estadual do Rio Doce. Celinho cobrou a solução dos entraves e defendeu a retomada da obra. Em 2017, participou da reunião da Câmara de Atividades de Infraestrutura do Copam que aprovou a licença ambiental necessária para o prosseguimento dos trabalhos.
Durante os quatro anos de embargo, Celinho Sintrocel atuou na mediação entre o Departamento de Edificações e Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DER-MG), o Instituto Estadual de Florestas (IEF), a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) e o MPF.
Em 2017, o deputado participou da reunião da Câmara de Atividades de Infraestrutura do Copam que aprovou a licença ambiental necessária para o prosseguimento dos trabalhos. O processo resultou na adequação do Estudo de Impacto Ambiental (EIA/RIMA) e no projeto de mitigação para a fauna silvestre.
Para atender às exigências ambientais, a rodovia recebeu passagens de fauna subterrâneas (galerias e bueiros adaptados), passagens aéreas voltadas a animais arborícolas, cerca de 20 km de telas direcionadoras nas margens do PERD e sinalização com limite de velocidade fixado em 60 km/h nos trechos sensíveis.
A atuação também envolveu a articulação em busca de recursos para garantir a continuidade da pavimentação. O projeto recebeu investimentos superiores a R$ 200 milhões e, posteriormente, foi incluído no programa Provias, do Governo de Minas. Para atender às exigências ambientais, a obra também incorporou medidas de proteção à fauna e ao entorno do Parque Estadual do Rio Doce.
2023: depois de décadas, o asfalto
Em 17 de agosto de 2023, a pavimentação da LMG-760 foi oficialmente entregue. Com aproximadamente 50 quilômetros pavimentados, a rodovia passou a conectar o distrito de Cava Grande, em Marliéria, à BR-262, passando por São José do Goiabal e Córrego Novo e beneficiando municípios e comunidades da região.
Com um Volume Diário Médio (VDM) estimado entre 2.500 e 4.000 veículos, a LMG-760 também passou a funcionar como rota alternativa à BR-381. Antes da conclusão, apenas oito quilômetros da via eram asfaltados. O trajeto pavimentado reduz em mais de 30 quilômetros a distância e em cerca de 45 a 60 minutos o tempo de deslocamento entre o Polo Siderúrgico do Vale do Aço e a BR-262.
A chamada “nova estrada” facilitou o deslocamento para saúde, educação, comércio e trabalho, além de otimizar o transporte de mercadorias e o escoamento de produtos industriais e agrícolas, como café, pecuária e eucalipto. A pavimentação também melhorou o acesso ao ecoturismo no Parque Estadual do Rio Doce e o transporte de emergência para a rede hospitalar de referência em Timóteo, Coronel Fabriciano e Ipatinga.
“É um sonho que se tornou realidade. Essa rodovia foi asfaltada graças ao apoio do deputado estadual Celinho Sintrocel, que lutou firmemente para nos ajudar nessa conquista”, declarou Rodrigo, morador de São José do Goiabal.
Uma luta que continuou depois do asfalto
A entrega da obra não encerrou o acompanhamento do deputado. Em novembro de 2023, poucos meses depois da conclusão, Celinho acionou novamente o DER-MG para cobrar intervenção urgente no trecho da comunidade Santo Antônio da Mata, em Marliéria, após registros de deslizamento de terra e areia sobre a pista e problemas de sinalização.
Para quem durante décadas conheceu a LMG-760 pela poeira no período de seca e pela lama nas chuvas, o asfalto representou uma mudança concreta na rotina. Na trajetória de Celinho Sintrocel, a rodovia se tornou um dos principais símbolos de uma luta iniciada há mais de uma década e acompanhada de perto até a concretização da obra.












