Entre os dias 1 e 3 de setembro, a Prefeitura de Timóteo realizará o 3º
Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti (LIRAa), uma ação
estratégica para identificar focos de água parada e combater o mosquito
transmissor da dengue, zika e chikungunya. O trabalho será conduzido pelos
Agentes de Combate a Endemias (ACEs), devidamente uniformizados e
identificados, que visitarão imóveis selecionados de forma amostral em
diferentes regiões da cidade.
O resultado do 2º LIRAa de 2026, realizado em maio, apontou índice de
infestação de 1,7%, classificando Timóteo em médio risco para transmissão
das arboviroses. Embora o número seja inferior ao registrado em outubro do
ano passado, quando o município chegou a 3,6% e foi considerado de alto
risco, a oscilação demonstra que a vigilância precisa ser constante. No mesmo
período de 2025, o índice foi de 1,2%, dentro da faixa de alerta.
Em Minas Gerais, até meados de 2026, já foram notificados mais de 64 mil
casos prováveis de dengue, além de registros de chikungunya e zika. No
Brasil, os números ultrapassaram 2 milhões de casos prováveis de dengue e
mais de 1.500 óbitos confirmados, configurando uma das maiores epidemias
da última década. Esses dados reforçam a necessidade de intensificar as
ações de prevenção e de envolver toda a comunidade no combate ao
mosquito.
A Vigilância em Saúde de Timóteo orienta que os moradores recebam os
agentes e permitam a vistoria em quintais, calhas e áreas externas. É
recomendável acompanhar a visita para tirar dúvidas e aprender a identificar
riscos. Além disso, cada cidadão pode contribuir mantendo caixas-d’água
vedadas, eliminando pratos de vasos, limpando ralos e evitando recipientes
expostos à chuva. Imóveis fechados durante o horário comercial dificultam o
levantamento, por isso é importante que vizinhos ou familiares possam auxiliar
os agentes.
O 3º LIRAa fornecerá dados essenciais para direcionar mutirões de limpeza e
aplicação de inseticidas nos bairros mais afetados. A Prefeitura destaca que o
envolvimento da população é essencial para que o levantamento alcance bons
resultados, já que a eliminação dos criadouros depende principalmente dos
cuidados dentro das residências. Com a colaboração dos moradores, o
município estará mais preparado para reduzir os riscos de transmissão de
dengue, zika e chikungunya e proteger a saúde coletiva.











