SUS oferece teleatendimento gratuito em saúde mental para mulheres; veja como acessar

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Serviço começa a atender mulheres em situação de violência e familiares que cuidam de pessoas com deficiência e doenças raras

O Ministério da Saúde disponibiliza, desde segunda-feira (24), 100 mil teleatendimentos mensais em saúde mental para mulheres de todo o Brasil. O serviço é destinado a mulheres em situação de violência e também a familiares que cuidam de pessoas com deficiência, transtornos do neurodesenvolvimento ou doenças raras.

Chamado Acolhe Mais, o atendimento é realizado de forma remota pelo Meu SUS Digital e busca ampliar o acesso ao acompanhamento psicológico, especialmente para quem enfrenta dificuldades de deslocamento ou falta de tempo.

A iniciativa, que começou como projeto-piloto em Recife (PE) e no Rio de Janeiro (RJ), agora está disponível em todos os estados brasileiros.

Como acessar o atendimento

Para solicitar o teleatendimento, é necessário ter uma conta gov.br e acessar o aplicativo Meu SUS Digital.

Confira o passo a passo:

Abra o aplicativo Meu SUS Digital no celular.
Entre com sua conta gov.br.
Na tela inicial, clique em “Miniapps”.
Selecione “Acolhe Mais + – Agora Tem Especialistas em Saúde Mental para Mulheres”.
A plataforma direcionará a usuária para o sistema da AgSUS.
Faça o cadastro solicitado.
Informe se está ou esteve em situação de violência ou se é cuidadora de uma pessoa com deficiência, transtorno do neurodesenvolvimento ou doença rara.
Em até 24 horas, a equipe entrará em contato para marcar a consulta.
A usuária poderá escolher dia e horário do atendimento.
Próximo à consulta, serão enviados lembretes e, no dia marcado, o link para o teleatendimento.

Como funciona o acompanhamento

No caso de mulheres em situação de violência, o primeiro atendimento avalia possíveis riscos, a rede de apoio e as principais necessidades da paciente.

Cada usuária poderá realizar até 10 sessões, com possibilidade de iniciar um novo ciclo quando houver necessidade. Ao final do acompanhamento, a paciente poderá ser encaminhada para serviços da rede de saúde, como os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS).

Os atendimentos são realizados por psicólogas, capacitadas pelo Ministério da Saúde para oferecer uma escuta especializada e identificar situações de risco.

O serviço funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 20h, e aos sábados, das 8h às 14h.

Atendimento também para quem cuida

A iniciativa também contempla mulheres que exercem atividades de cuidado de familiares. Mães, tias, avós, irmãs e outras cuidadoras de pessoas com deficiência, transtornos do neurodesenvolvimento ou doenças raras poderão buscar atendimento.

A proposta considera a sobrecarga emocional e as dificuldades enfrentadas por quem dedica grande parte da rotina ao cuidado de outras pessoas, muitas vezes sem remuneração ou uma rede de apoio adequada.

Em caso de emergência

O teleatendimento não substitui serviços de emergência. Em situações de risco imediato, a orientação é procurar atendimento emergencial, como o Samu ou a Polícia Militar.

Nos casos que não exigem intervenção imediata, os profissionais poderão fazer os encaminhamentos necessários para os serviços de saúde disponíveis no município da paciente.

Segundo o Ministério da Saúde, as notificações de violência física, psicológica, sexual ou financeira contra mulheres registradas por serviços de saúde passaram de 167,4 mil, em 2015, para 348,5 mil em 2025, aumento superior a 100% em dez anos.

A expansão do Acolhe Mais busca, justamente, ampliar o acesso à escuta e ao cuidado em saúde mental para mulheres que enfrentam situações de violência ou a sobrecarga relacionada ao cuidado de familiares.

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