Saúde de Timóteo capacita profissionais da rede de atendimento sobre autismo

Timóteo capacita profissionais da rede municipal sobre atendimento ao autismo soaquinoticias

A Secretaria e Saúde e Qualidade de Vida de Timóteo promoveu capacitação sobre Transtorno do Espectro Autista (TEA) voltado para profissionais da rede de atendimento da Assistência Social, Educação e Saúde na última quinta-feira (23), no auditório da Prefeitura, no Paço Municipal.

O tema abordado foi “Autismo na Rede: Diagnóstico, manejo e construção do cuidado integrado”, com o objetivo de fortalecer a integração entre as áreas e proporcionar um atendimento humanizado e com mais eficiência às crianças e adultos com diagnóstico de TEA.
Na abertura do encontro, a secretária de Saúde, Érica Ferreira, falou sobre o avanço na qualificação da rede de cuidado.

Nosso compromisso passa pela revisão dos fluxos de atendimento, que têm sido construídos com profissionais de diversas áreas para redesenhar o espaço de escuta, seja na atualização de conhecimentos e na construção de políticas públicas. Cuidar de pessoas com TEA exige muito mais do que ampliar o olhar para aumento da demanda. Estamos diminuindo os preconceitos”, enfatizou Érica. Ela disse ainda que o momento representa um importante avanço na qualificação da rede de cuidado.

A primeira palestra foi ministrada pelo doutor André Luiz Toledo, médico psiquiatra infanto-juvenil, com ampla experiência na rede pública de Timóteo.

“A rigidez cognitiva, um dos sintomas que caracterizam os casos de TEA, dificulta a aceitação na mudança de rotina, podendo se manifestar em crises, insistência em igualdade e comportamentos repetitivos”, falou o psiquiatra. Ele sugeriu que os familiares mantivessem rotinas estruturadas e um espaço tranquilo em casa para autorregulação emocional em momentos de sobrecarga do paciente. O médico recomendou ainda uma comunicação clara, com instruções curtas, evitando os múltiplos comandos e o reforço positivo com elogios por comportamentos desejados, entre outros.

A fonoaudióloga Silvia Souza, especialista em voz, pós-graduada em autismo, distúrbios da fala e da linguagem com formação em Comunicação Aumentativa e Alternativa (CAA) e ABA realizou a segunda palestra do dia.
“Alguns autistas podem demorar a falar ou não desenvolver a fala funcional, comunicando-se por meio de comportamentos, sinais ou pranchas de comunicação e, nesses casos, a intervenção fonoaudiológica, adaptada ao indivíduo, é fundamental para melhorar a autonomia e a interação social. A dificuldade em articular sons (motora), são os distúrbios da fala.  E denominamos distúrbios da linguagem, a dificuldade em entender ou usar o sistema de regras das palavras (compreensão e expressão). Por exemplo, os autistas têm dificuldade em compreender metáforas ou sentidos figurados, interpretando tudo ao pé da letra”, comentou.

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