ANP investiga suspeita de adulteração de combustível após queda de dois aviões em Minas Gerais

ANP investiga qualidade do combustível em quedas de aeronaves em Minas Gerais soaquinoticias
  • AAPI - CAMPANHA - GERAÇÕES

Fiscais coletaram amostras no Aeroporto da Pampulha; acidentes deixaram quatro mortos e as causas ainda são investigadas.

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) iniciou uma fiscalização para apurar possíveis irregularidades na qualidade dos combustíveis utilizados por duas aeronaves que caíram em Minas Gerais na sexta-feira (9 de outubro). Os acidentes ocorreram poucas horas após as decolagens do Aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte, e deixaram quatro pessoas mortas.

Na terça-feira (13), fiscais da agência coletaram amostras de combustíveis de aviação para análise laboratorial. A equipe também verificou registros das operações de fornecimento e abastecimento, com o objetivo de identificar possíveis problemas de qualidade, contaminação ou adulteração.

Dois acidentes no mesmo dia

O primeiro acidente ocorreu no fim da manhã, quando um avião monomotor caiu no pátio de manutenção do metrô, próximo à Estação São Gabriel, na capital mineira. O piloto, de 31 anos, morreu. A aeronave seguia para Juatuba, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Horas depois, um avião bimotor da Polícia Militar de Minas Gerais caiu nas proximidades do Aeroporto do Vale do Aço, em Santana do Paraíso. Três militares morreram: o tenente-coronel Luis Fernando Silvestre e as tenentes Alice dos Santos Almeida e Gabriela Emília Soares Lacerda Resende.

Combustível pode ter relação com as quedas?

A investigação da ANP busca verificar se houve irregularidades no combustível fornecido às aeronaves e nos procedimentos de abastecimento. Até o momento, porém, não há confirmação de que os dois aviões tenham sido abastecidos pelo mesmo fornecedor ou utilizado instalações em comum.

As causas dos acidentes também são apuradas pela Polícia Civil de Minas Gerais e pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa).

A administração do Aeroporto da Pampulha informou que não realiza diretamente o abastecimento das aeronaves. O serviço é executado por empresas especializadas, responsáveis pela qualidade dos produtos fornecidos e pelo cumprimento das normas aplicáveis.

Até a divulgação dos resultados das análises laboratoriais, não é possível afirmar que houve adulteração do combustível ou que ele tenha provocado os acidentes. A apuração busca esclarecer se existe alguma relação entre a qualidade do produto e as duas tragédias.

Fonte: Estado de Minas, O Tempo e Band.

Compartilhar

Follow by Email
LinkedIn
Share
Instagram
WhatsApp
FbMessenger
URL has been copied successfully!

Divulgue seu negócio conosco