O envelhecimento da população brasileira deverá provocar mudanças significativas nas contas públicas e aumentar a pressão sobre o sistema de saúde nos próximos anos.
Segundo levantamento divulgado pelo Tesouro Nacional, o impacto acumulado das mudanças demográficas nas despesas com saúde deverá alcançar R$ 121,6 bilhões entre 2026 e 2036, considerando valores corrigidos a preços de 2025.
Por outro lado, a redução do número de crianças e jovens deverá gerar economia de aproximadamente R$ 30 bilhões nas despesas com educação durante o mesmo período.
Com isso, o efeito líquido estimado entre as duas áreas será de R$ 91,6 bilhões em dez anos.
O cenário está relacionado ao aumento da expectativa de vida e à redução da taxa de natalidade. Com mais pessoas vivendo por mais tempo, cresce também a demanda por consultas, exames, medicamentos, tratamentos e acompanhamento de doenças crônicas.
A transformação demográfica representa um desafio para o planejamento das políticas públicas, especialmente nas áreas de saúde, previdência e assistência social.
O estudo reforça a necessidade de preparar o Brasil para uma população cada vez mais envelhecida, ampliando a capacidade de atendimento e os investimentos em prevenção e qualidade de vida.











